No Brasil, este ato de solidariedade ainda é pouco praticado, o medo de falarmos sobre a morte nos distancia deste assunto de extrema importância. Precisamos quebrar este tabu, para enfrentarmos a morte de maneira mais saudável: salvando vidas.
Veja o “Caso Eloá”: Uma menina bonita que, com apenas 15 anos, perdeu a vida por causa de um namorado maluco e de um provável erro da polícia. Contudo, nenhum de nós prestou atenção na atitude da mãe, que num momento de sofrimento, após a perda da filha assassinada, lembrou de doar os órgãos da menina. Estes órgãos salvaram vidas ou melhoraram a qualidade de vida de pessoas que sofriam de doenças como, por exemplo, a cegueira. A mãe de Eloá respondeu a morte com vida, deixando para todos nós a mensagem clara de que a morte, muitas vezes, pode ser evitada. Assim, nossa lembrança do caso Eloá será um pouco melhor, pois, sabemos que ela morreu salvando vidas.
Atualmente é comum vermos campanhas para doação de órgãos na mídia, pois a espera na fila de transplante é grande. Falando em Transplante, há pouco tempo soubemos do escândalo referente ao médico que furava a fila do transplante e, também, o caso do Hospital do Fundão que estava fechado para esse tipo de cirurgia. Enfim, nem tudo é perfeito, a verdade é que esses órgãos salvam vidas. Muitas vezes as pessoas quando perguntadas se são doadoras, desviam do assunto ou apenas não respondem.
Nós podemos mudar esse quadro.
