sábado, 22 de novembro de 2008

DOE ÓRGÃOS, SALVE VIDAS

Você é doador de órgãos ? Se a sua resposta é NÃO , pense, então, por quê ?? Quando morremos, o que fazer com os órgãos que estão dentro do nosso corpo? Deixar para as minhocas ?? Não seria melhor doá - los para quem precisa ???

No Brasil, este ato de solidariedade ainda é pouco praticado, o medo de falarmos sobre a morte nos distancia deste assunto de extrema importância. Precisamos quebrar este tabu, para enfrentarmos a morte de maneira mais saudável: salvando vidas.

Veja o “Caso Eloá”: Uma menina bonita que, com apenas 15 anos, perdeu a vida por causa de um namorado maluco e de um provável erro da polícia. Contudo, nenhum de nós prestou atenção na atitude da mãe, que num momento de sofrimento, após a perda da filha assassinada, lembrou de doar os órgãos da menina. Estes órgãos salvaram vidas ou melhoraram a qualidade de vida de pessoas que sofriam de doenças como, por exemplo, a cegueira. A mãe de Eloá respondeu a morte com vida, deixando para todos nós a mensagem clara de que a morte, muitas vezes, pode ser evitada. Assim, nossa lembrança do caso Eloá será um pouco melhor, pois, sabemos que ela morreu salvando vidas.

Atualmente é comum vermos campanhas para doação de órgãos na mídia, pois a espera na fila de transplante é grande. Falando em Transplante, há pouco tempo soubemos do escândalo referente ao médico que furava a fila do transplante e, também, o caso do Hospital do Fundão que estava fechado para esse tipo de cirurgia. Enfim, nem tudo é perfeito, a verdade é que esses órgãos salvam vidas. Muitas vezes as pessoas quando perguntadas se são doadoras, desviam do assunto ou apenas não respondem.

Nós podemos mudar esse quadro.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Garagens da Fama

Hoje choveu horrores, demais da conta, coisa de louco. Como sempre, a entrada do Jockey encheu d'água, virou uma piscina, carros boiaram, os flanelinhas correram para cima do muro pois, acreditem, nem todos os cariocas sabem nadar.
A chuva espalhou a sujeira, mostrou como somos frágeis e insignificantes perto da força da natureza. Se chovesse mais cinco horas o que seria dos nossos carros? Virariam pontos turísticos como os navios naufragados na Baía da Guanabara, mais uma forma de turismo bizarrro para os oportunistas explorarem. O Rio se transformaria na holywood brasileira com:... As garagens dos famosos. Mergulharíamos de garrafa e apontaríamos, de baixo d’água, para os carros dos afortunados e/ou celebridades. Os porteiros iriam fazer fortuna desta forma, seus parentes não viriam mais ao Rio para o reveillon e o governo daria um jeito de se associar a este novo ramo do turismo. Os cariocas teriam desconto de 50% nos meses em que os gringos ficam trabalhando, longe da cidade maravilhosa. E os traficantes, é claro, não ficariam longe disso tudo – uma droga nova seria inventada. A nova droga seria colocada dentro dos cilindros de oxigênio e muitos afirmariam terem visto, no fundo do mar, sereias, Netuno ou Iemanjá....

sábado, 8 de novembro de 2008

Traços da terceira idade

Da última vez que escrevi um texto sobre velhice aqui no blog, falei dos meus avós mas, a inspiração veio do susto que tomei ao perceber que estava usando a calça muito próxima ao umbigo - o que, para mim, é um sinal de velhice. Atualmente , não só estou usando a calça dessa forma como destôo da galera da faculdade. Não faço parte de nenhuma daquelas tribos, vou lá só pra estudar......sozinho!!! Esse é mais um sinal de velhice. Imagine quando meu curso terminar, não haverá mais faculdade todo dia, só casa/trabalho/casa – rotina de velho, pai de família.

Por isso, estou me preparando para substituir a faculdade por um esporte, só não sei qual. Tem que ser um noturno, porque acordar mais cedo para qualquer atividade que não seja uma obrigação, considero impossível. A única coisa que me tira cedo da cama é o trabalho, o resto, esquece, fica só nos planos, nunca concretizo. Troco o dia pela noite, é a noite que minha cabeça funciona com toda sua capacidade. De manhã, não consigo nem comer direito. Acordar é um processo longo, bem demorado, preciso de tempo. Primeiro eu acordo, mais ou menos uma hora depois eu desperto. Entre o acordar e o despertar, evito diálogos e, se alguém tentar, logo se arrepende, meu mau humor se transforma numa revolta assustadora. O processo é longo e só acaba quando tomo banho. Impossível ir para o trabalho sem um banho, sem banho o mau humor dura o dia inteiro.

Nos finais de semana, não consigo acordar e ir para o basketball sem antes tomar banho. Meus amigos ficam indignados, dizem que sou o único cara que toma banho para se sujar e depois toma outro banho para se limpar, acontece que o banho da manhã não é para se limpar, é para acordar!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Crise, que crise?

Alô, alô, marcianos... Cadê a Rita Lee? Por quê não vimos a Rita Lee na campanha do Gabeira? Por quê o Caetano foi pra Roma ao invés de ficar no Brasil para votar no Gabeira? Aonde estavam os eleitores do Gabeira? Por quê o Gabeira vai trabalhar de bicicleta e o Eduardo Paes de motorista? Cadê a moral e os bons costumes? Quem votou no Eduardo Paes a favor da moral e dos bons costumes? Quem era aquele cara que chamou o Lula de chefe de quadrilha na CPI do mensalão?

O efeito Gabeira acabou, se a vida fosse um desenho animado, Gabeira teria vencido no final com a melhor das armas: o discurso honesto. Mas como a vida não é um desenho animado, os irmãos metralhas levaram a melhor.

Já estava fazendo vários planos e pensando em diversas maneiras de contribuir para uma iniciativa público/privada, sentia que, finalmente, iria presenciar um governo mais próximo da vontade popular.

Agora, infelizmente, sinto o poder público se afastar cada vez mais do povo, através da imensa máquina burocrática dirigida por corruptos embriagados num porre de poder capaz de atrapalhar até os mais bem intencionados!

Na idade média ficou comprovado que igreja e política não devem se misturar, cada uma tem um papel distinto na sociedade. E o que vemos hoje no Rio? Uma Igreja querendo se associar ao governo, ou melhor, uma Igreja associada ao governo. Imaginem se a cada quatro anos nossa cidade fosse governada por uma Igreja diferente!

E não é só isso.....votando em Eduardo Paes você leva para a câmara dos deputados um miliciano que em breve estará batendo na porta da sua casa oferecendo segurança 24hs por apenas: R$ 20,00 mensais!

Se você acredita que a crise é econômica, está redondamente enganado, vivemos um ajuste econômico e uma crise: - PO-LÍ-TI-CA!

sábado, 6 de setembro de 2008

Dólar

Carlos acordou com a sensação de que não havia dormido, seus sonhos foram todos relacionados as preocupações que ele estava antes de pegar no sono. O trabalho, a faculdade, a família e a economia. Sim, a economia. O dólar havia caído ainda mais, e isso significava um prejuízo maior as suas finanças.

Há três meses atrás, Carlos fora beber com seus amigos do colégio, na primeira sexta feira do mês, como ele fazia há mais de dez anos, e lá estava João, um amigo que nunca faltara a essas reuniões. No meio da conversa, Carlos resolveu perguntar ao velho amigo, que trabalhava no mercado financeiro, aquela pergunta que todo leigo faz para um entendido no assunto:

- Se você tivesse uma poupança hoje, de mais ou menos dez mil reais, você investiria no quê?

João, para demonstrar sua segurança no ramo, respondeu de bate pronto:

- Dólar - essa palavrinha tão curta era a resposta para a sua necessidade -, um investimento que rendesse mais do que sua poupança.

O encontro acabou, todos se despediram e Carlos tomou o rumo de casa.

Carlos era um cara conservador, daqueles que não gostam de arriscar outros restaurantes no final de semana. Mas aquela palavra não saía da sua cabeça e, assim, ele foi dormir pensando nas verdinhas americanas.

Na manhã seguinte, Carlos acordou e, ao lembrar-se do sonho que tivera, teve um ataque de risos. Carlos era tão desligado da economia que, em seu sonho, o dólar não era uma nota verde, nele, Dólar era o cachorro do Riquinho, um dálmata com sifras pretas ao invés de pintas. Porém, havia uma coisa intrigante que o fez tomar a decisão de investir sua poupança na moeda yank, era justamente este cachorro que o salvara de um afogamento na praia, motivo de sobra para que ele ligasse para João, fechando o negócio.

Em um mês, Carlos ganhara o que ele demoraria sete meses para ganhar na poupança. Sua alegria era tanta que ele resolveu marcar a reunião daquela sexta feira em sua casa, com tudo pago! Para João, ele comprara um uísque escocês, desses que o nome intimida até os mais cultos. Naquela noite, eles secaram a garrafa brindando cada gole gritando: DÓLAR.

A cada dia sua alegria aumentava, seu novo investimento estava a todo vapor. Até que um dia, ao chegar do trabalho e ligar a televisão, Carlos ouviu, no "Jornal Nacional", a notícia da “bolha imobiliária” que, sem entender porque, havia feito seus investimentos caírem como manga madura em ventania de verão. E, desde então, Carlos sonhava que o cachorro Dólar havia fugido e, ele, desesperado, procurava pelo cão, gritando: DÓLAR....Em vão.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sistema sobrecarregado

Mais uma vez ele sentou na frente do computador, abriu o editor de texto, colocou as mãos sobre o teclado e... Nada. Há mais de dois meses ele estava sem escrever um texto. Ele já havia escolhido o tema, desenvolvia uma frase, às vezes, até um parágrafo, mas não conseguia passar disso. Carlos estava frustrado, pensando que sua inspiração nunca mais voltaria, porém, ele começou a perceber que não era sua inspiração que havia acabado, era sua habilidade em desenvolver o tema que estava enferrujada. Por quê? Ele se perguntava.

Para tentar descobrir o quê desencadeou essa paralisação, Carlos, primeiro, lembrou qual o último texto que ele tinha escrito, depois, ele começou a lembrar-se do processo que o levou a conclusão daquele texto. Após esse exercício, ele percebeu que não havia esquecido nenhuma das etapas necessárias para a elaboração de um texto. Então, qual seria o motivo dessa pausa tão longa? Isso era o que ele tentava descobrir. Suas mãos molhavam o teclado, ele estava nervoso, há mais de uma hora parado, sem conseguir continuar àquele texto que, ele sabia, se fosse há dois meses já teria concluído, corrigido e enviado ao jornal.

Foi nesse momento que ele começou a imaginar uma ampulheta rodando em sua testa, como aquela que gira na tela de um computador com a capacidade sobrecarregada. A diferença é que ele não estava ocupado, muito menos sobrecarregado, ele estava estagnado! Com a mensagem ali na sua cabeça, sem conseguir transportá-la para o papel. Alguma coisa estranha estava acontecendo, ele não conseguia encontrar as palavras correspondentes a história que queria contar.

De repente, ele percebeu que era justamente o tema que ele havia escolhido o motivo de sua estagnação, a experiência pela qual ele tinha passado estava muito recente para que ele pudesse contá-la, sua mão estava inerte enquanto a cabeça absorvia tantos acontecimentos . Ele, então, decidiu que essa matéria ficaria para a próxima edição da revista, ou para depois, o que ele precisava era de tempo para absorver cada detalhe daquela experiência.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Rotina

Minha barriga cresceu, os pneus da minha bicicleta murcharam, não uso mais bermudas e tênis, faço a barba todos os dias, durmo no sofá, voltei a trabalhar, estudo a concorrência, obedeço o chefe, respondo e-mails, atendo o telefone, recebo meu salário, pago a conta e......estou adorando.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Pedir, exigir ou enganar?

Pedir é diferente de exigir, ambas as coisas levam ao mesmo propósito, porém, de maneiras diferentes. Fazer o exigido não é a mesma coisa que realizar o pedido. Realizar um pedido é satisfatório para quem o realiza e prazeroso para o beneficiado. Já o exigido é feito com revolta pelo submisso, para satisfação do exigente. Aquele que exige, impõe sua vontade sobre outro que deve ser obediente. Enquanto o que pede, sabe fazê-lo sem colocar-se em uma posição superior. O exigente não pede um favor, ele rouba a liberdade do exigido. O que não rouba a liberdade, deixa a consciência do outro decidir. A diferença entre os dois é a mesma que a de um assaltante para a de um mendigo: um rouba, o outro pede. Ser coagido a fazer uma coisa é crime contra a liberdade, mas ainda há aqueles que acreditam que satisfação é uma via de mão única. Movidos pelo orgulho e o egoísmo, poucos impõem suas vontades sobre muitos. É uma atitude tomada por pessoas mesquinhas que sonharam um dia ter poder para se vingar de um pai autoritário, de um professor filho da puta ou de algum tipo semelhante.

Existem também os covardes que viram políticos. Estes não possuem coragem suficiente para exigir suas vontades. Sendo assim, eles enganam o povo em troca de votos, para depois demonstrarem, com a "força" do poder, quais eram as vontades que estavam escondidas nas sombras de suas campanhas pedintes. São os únicos que pedem para depois impor, sem nada exigir.

Como seria bom se o povo, desiludido, pudesse pedir de volta seu voto. Como seria bom se o exigido pudesse pedir ao exigente que ele mesmo realizasse suas vontades. E, por fim, como seria bom se todos soubessem pedir sem nada exigir.

domingo, 6 de julho de 2008

Galera, o texto abaixo é o primeiro do Donan, para diferenciar basta olhar no final do texto, postado por.....

QUE DEUS ABENÇOE O YOUTUBE

Nunca pensei que seria bom algo ser uma merda. Aqui em Nova York estou podendo experimentar essa maluquice. Antes de me mudar para cá, duvidava com toda convicção que a programação da TV americana pudesse ser pior do que a brasileira. Que a italiana é um lixo, eu já sabia. A Net disponibiliza a RAI. Não sei por quê. Ninguém assiste aquela merda. Já tentei me desafiar a deixar a televisão sintonizada em tal canal por mais de 5 minutos. Não consegui. É um show de cafonice apresentado por gostosonas siliconadas com aspecto de burras ou por homens que parecem ter saído da mesma forma que o Berlusconi, com aquele aspecto escroto, digno de sujeitos que têm toda a pinta de chegar em casa com cheiro de perfume de puta, dando palmada na bunda da empregada.

Eu ainda estava no Brasil quando foi ao ar quadragésima nona edição do BBB, que teve como vencedor um emo. Me orgulho em dizer que não assisti nem dois minutos daquela porcaria. Quando eu escutava a vinheta, com a mesma velocidade que Mohamed Ali se esquivava dos golpes, eu pegava o controle remoto e mudava para qualquer canal, se bobear até para a RAI. Mesmo assim eu sabia de muita coisa que acontecia naquela casa repleta de gente idiota em busca de uma fama efêmera, sustentada por corpos sarados e conteúdo zero. Trabalhei na Comlurb por quase um ano e na mesa ao lado da minha ficavam umas inúteis conversando sobre a briga do Diego Alemão com o fulano, ou discutiam se o psicólogo Marcelo era homossexual mesmo ou heterossexual enrustido,... Nossa Senhora, como aquele culto ao vazio me incomodava.

Certamente você já ouviu que nada é tão ruim que não possa piorar. Aqui nos Estados Unidos alguns reality shows conseguem superar negativamente o BBB. Outro dia vi um cujo objetivo do participante, um cara com seus 20 anos, era conquistar uma menina da mesma idade, enquanto o ex-namorado dela assistia tudo numa televisão ao lado dos pais da garota. O aspirante a Don Juan levou a mocinha para um salão de beleza para pintar as unhas dos pés dela de roxo (!?!?!?!?!?!?!). Outro reallity show mostra a preparação da festa de 15 anos de patricinhas milionárias. Existe também um programa em que cerca de 18 mulheres tentam conquistar um famoso rapper. Um lixo pior do que o outro. A TV a cabo aqui oferece mais de cem canais, mas é tanta merda que eu não tenho paciência para procurar algo de bom.

Sempre fui viciado em televisão, mas na contramão do IBOPE. Não suporto novelas. E os programas dominicais do Brasil são um incentivo ao suicídio. Durante a minha vida escolar (não guardo a menor saudade da escola) a música da vinheta do Fantástico me deixava deprimido em poucos segundos, já que me lembrava que no dia seguinte eu ia ter que acordar as 6:20 da manhã para estudar química, física, biologia,... Péssimos exemplos não faltam. Mesmo assim, eu arrumava um jeito de passar horas assistindo algo interessante ou só trocando de canal sem parar em nenhum, em busca de alguma coisa boa para assistir. Isso me tomou muito tempo da vida e rendeu diversos atrasos, já que TV dá uma baita preguiça.

A péssima qualidade da programação da TV americana é integralmente responsável pelo meu desapego a tal mídia. Me tornei mais um dos viciados em youtube. Através dele tenho acesso a pérolas da televisão brasileira que o tempo deixou para trás, devido a guerra incentivada pelo IBOPE, que tem como vencedores os Big Brothers da vida. Nele, eu posso fazer a minha própria grade de programação, além disso tenho me mantido razoavelmente interado com relação ao que há de bom na televisão brasileira.

Hoje a internet permite que qualquer pessoa possa propagar seus pensamentos, oferece um amplo espaço para que artistas divulguem seus trabalhos e, acima de tudo, informa e entretêm como nenhuma outra mídia faz. Jogue a sua TV no lixo!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu não arrotei!

Foi só eu me levantar para sentir, mais uma vez, aquela sensação. Como bolhas em uma piscina, aquilo veio subindo, passando pelo estômago, esôfago, laringe, e, finalmente, saindo pela minha boca como o vapor quente sai de uma panela de pressão. O nome deste fenômeno é: refluxo, um problema gástrico manifestado pelo meu corpo. Não sei o que ocasiona isso, só sei que, ás vezes, estou comendo e, involuntariamente, aquele ar começa a subir novamente. O alimento, então, tem que romper aquela barreira e eu, infelizmente, arroto. Não é bem um arroto, há algo de diferente neste processo, nele o ar sai como bolhas em um copo de refrigerante. A sensação é de alívio mas, quando estou acompanhado, fico constrangido. Tento disfarçar, porém, o barulho é inevitável, fecho a boca e, ainda assim, aquele som abafado é percebido pelos que se encontram mais próximos de mim. Como explicar? Todos pensam que aquilo foi um arroto. Sendo assim, só me resta se desculpar!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Trocadalho do Carilho

"Caiu na rede é pênalti".

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A, B, C ou D?

A prova será de múltipla escolha – disse o professor em voz alta para que todos pudessem ouvir, após escrever no quadro branco a matéria e a data da avaliação. A matéria, como sempre, seria todo o conteúdo do semestre. Fiquei parado por um tempo....estava tentando entender porque o professor daria uma prova objetiva no final do semestre. Provas objetivas, apesar do nome, não são nem um pouco objetivas, essas provas são sempre ardilosos, como um crime premeditado.

Os enunciados sempre dizem: LEIA COM ATENÇÃO E MARQUE A OPÇÃO CORRRETA. Assim, em caixa alta e negrito. Tudo friamente calculado para que, no caso de um erro, você se sinta culpado por não ter lido com atenção a questão.

E, lá está você, pronto para ser avaliado. Você começa a fazer a prova com uma ingênua objetividade. Preenche todas aquelas questões em poucos minutos... pronto, tudo terminou. Você levanta, vai até o professor e entrega a prova. Ele, com um sorriso sacástico, pergunta: Já terminou?

Este professor é mais um daqueles que usa o conhecimento como poder. O único que ele tem, e só pode usar contra os seus alunos ignorantes. Ele não tem família, não tem hobbies, nem namoradas - um homem frustrado na vida pessoal. Ele só tem seus alunos e o conhecimento que lhes interessa. E, para demonstrar todo o seu conhecimento sagaz, ele elabora estas questões. Desta forma, ele fica famoso na instituição em que trabalha. É isso o que ele quer: ser reconhecido – não importa os métodos.

No dia da correção, você recebe sua nota com surpresa. Uma nota tão baixa, como? Aquelas respostas pareciam ser tão óbvias! Ao lado da mesa do professor é formada uma fila. O professor, finalmente, tem a atenção desejada. Para suprir toda sua carência, ele recebe cada um pacientemente, mostrando–lhes onde estava cada uma de suas “pegadinhas”. Com um leve sorriso nos lábios ele dispensa um por um com a mesma justificativa: Você não leu as perguntas com atenção!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Um jovem conservador

Sou um cara conservador, sempre que aparece uma novidade e todo mundo corre ao seu encontro, fico de longe observando. Assim foi com o açaí. Quando voltei a morar no Rio, casas de sucos que vendiam açaí estavam brotando em todas as esquinas, assim como as Koneterias estão aparecendo nos dias de hoje. O açaí viveu o seu momento de glória, e agora que todos já estávamos habituados, os pesquisadores constataram que esta fruta dá câncer. Estranho seria se este estudo revelasse o contrário! Esta doença é como a morte, todo mundo sabe que um dia ela virá. Afinal, alimentar-se é uma necessidade que, como tudo na vida, tem o lado bom e o ruim. O lado bom está em degustar uma boa tigela de açaí, o lado ruim é que dá câncer. Uma curiosidade: os especialistas sabem que a comida dá câncer. Se eles sabem isso, deveriam saber também qual o tipo de câncer que cada alimento desenvolve no corpo humano. Mas não sabem! É por isso que eu não acredito nisso! Prefiro acreditar numa teoria conspiratória. As Koneterias, cansadas de ouvir sobre os beneficíos que o açaí faz à saúde, resolveram divulgar estas noticías, pelas quais, provavelmente, elas pagaram para acabar com a popularidade do açaí. A culpa é das Koneterias!

Fui conservador com o açaí, assim como fui, também, com o seriado “Friends”. Um amigo meu de São Paulo era tão viciado neste seriado que não precisou fazer curso de inglês para aprender a falar esta língua, aprendeu assistindo ao seriado americano. Achava aquilo ridículo, aquelas risadas de uma platéia que nem existia me irritavam! Ficava pensando: como pode alguém gostar de um programa que lhe diz quando você deve rir? Até que, mais ou menos nove anos depois, meu irmão começou a comprar os dvd’s da série, e eu, claro, critiquei. Minha opinião só mudou quando, um dia, eu, meu irmão e uns amigos estávamos assistindo "Friends", e eu comecei a rir. Tive que dar o braço a torcer, o seriado é realmente muito bom - viciei.

Com a internet não foi diferente, fiquei anos sem e-mail, "MSN" e "Skype". Hoje, sou totalmente dependente. Leio jornal na internet, faço trabalhos da faculdade pelo "MSN' e tenho este blog.

Quanto às Koneterias, ainda não como neste tipo de “fast food japonês”. Acredito que em breve aparecerá um estudo, revelando que este tipo de comida não dá cancer.... Será possível?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Experiências culinárias

O melhor do ovo é a gema, nunca conheci ninguém que prefira a clara (adoro doces de ovos). O mais gostoso na pizza é o queijo, todo mundo deixa a casca no prato para comer mais queijo. Minha pizza preferida é a de muzzarela. Para mim o jantar ideal é: pizza de muzzarela com quindim de sobremesa.

Ano passado vovó perguntou o que eu gostava de comer à noite, eu disse que comia o mesmo do almoço e, às vezes, fritava um ovo para ficar diferente. Ela então me ensinou a fritar o ovo ideal, gema cozida e líquida. O segredo é tampar a frigideira, o vapor cozinha a superficíe da gema. É importante também o fogo médio ou baixo, se fritar com fogo alto, o ovo fica queimado por baixo – esclareceu vovó. Ovo é o que sei fazer melhor na cozinha, nem miojo sei fazer direito. Não sei fazer, mas vou dizer como o miojo fica bom. Cozinhe o macarrão e, antes de colocá-lo no prato, coloque uma colher de requeijão no prato. O requeijão derrete, e você não precisa mais usar aquele pó que, com certeza, dá câncer.

Tudo que é bom dá câncer e tudo que é ruim faz bem. “Remédio ruim, cura boa”, dizia mestre Miyagi a Daniel Sam - sessão da tarde também é cultura. E pra terminar, nunca peça (do verbo pedir) uma pizza de calabresa no Habib’s. Lá a pizza de calabreza é feita a moda da casa: sem queijo?! Só pode ser pra economizar. Tive a infelicidade de pedir uma pizza dessas lá e, no meio da refeição, cheguei à seguinte conclusão: nunca comi tão mal em minha vida.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Cadê aquela unha que eu acabei de cortar?

Cortava as unhas com tesouras até bem pouco tempo atrás. Hoje, uso aquele cortador que deve ter sido inventado por algum americano. Não posso negar que, desde que comecei a cortar as unhas desta forma, ganhei ainda mais tempo para fazer o que mais gosto de fazer: ficar sem fazer nada.

Todo inventor, quando lança sua novidade, atribui ao seu invento o mesmo beneficío: praticidade. Puro marketing. Nós acreditamos porque adoramos a posssibilidade de aumentar o nosso ócio diário. A propaganda, uma forma quase que política de contarmos uma história da maneira que as pessoas querem ouvir, nos convence de que ali, naquele produto, estão os ingredientes necessários para uma vida melhor. Sabemos que aquilo não é verdade, mas mesmo assim compramos.

Acredito que seja por isso que comprei um desses cortadores. Uso este tipo de cortador há alguns anos e só hoje percebi: sempre que corto as unhas perco pelo menos uma delas. As vezes ela sai daquela maravilhosa invenção como uma bala de revólver, outras vezes ela cai no meu colo. Eu sempre tenho certeza de ter visto para onde elas foram, mas nunca as acho!!!!! Aonde será que essas unhas vão parar?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ouvi falar

Tá na midia, tá na boca do povo. O assunto rompeu todos as barreiras sociais. Pobre, rico ou classe média… Todos discutem o caso. Não existe lugar nesse imenso país onde o tema não seja abordado. Já rendeu manchete em todos os jornais, as revistas publicam opiniões de especialistas e as rádios discutem com seus ouvintes. Não há um só habitante no planeta Terra sem uma opinião formada. Lobão já conveceu os diretores de sua emissora a fazer um “Barraco MTV” sobre o fato. Hoje, só saio de casa depois de me atualizar, desatualizado, fico de fora. O desinformado não tem vez. Ninguém quer conversar sobre outra coisa, não adianta tentar, nem ouse, perda de tempo! Trate de escolher um lado, não hesite! Quanto mais tempo você demorar, maior informação você terá que buscar. Cada dia que passa, o negócio toma um rumo diferente. O que ontem era certeza, hoje já foi descartado. É isso mesmo, não podemos ficar um só dia sem vasculhar as novidades. A não ser que você queira arriscar. Eu não arrisco. Depois de horas estudando o ocorrido, não posso me dar a este luxo. Mamãe disse que fiquei escravo disso tudo. Escravo do quê? Tá curioso? Pergunte ao taxista, ao porteiro ou ao barbeiro, pois eu tenho mais o que fazer, já tô de saco cheio!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

"Vocabulário"

Acabo de ouvir no jornal a nova pérola do Lula. O presidente disse que não tem um milésimo de suspeita sobre o conteúdo do dossiê!!!! O que ele quis dizer com isso?

Quando criança, ouvi a palavra relativo e comecei a dizê-la toda hora. Era só alguém dizer alguma coisa que me contrariasse que eu dizia: “Isso é relativo”...e pronto...não precisava dizer mais nada...Afinal, tudo é relativo. Depois teve a fase do deturpado, esta eu adorei, usava pra tudo. Quando um amigo chato do papai ligava e ele não queria atender, eu aproveitava a oportunidade para usar a mais nova palavra do meu vocabulário, dizia: “Papai não pode atender, ele está deturpado”!! Na sala de aula, dizia: “Professora, estou muito deturpado. Posso ir ao banheiro?” Se ela respondesse que não, eu falava: “Isso é relativo”. E ia assim mesmo. Depois que aprendi o significado destas palavras, me decepcionei. Preferia antes. Podia usá-las pra tudo. Fazia cara de sério, mostrava que estava seguro, que sabia o que estava dizendo e convencia qualquer um.

Hoje percebi, o presidente Lula é que está certo!!!!Pra que aprender a falar corretamente se podemos simplesmente usar as palavras de acordo com nossa "criatividade"?

terça-feira, 1 de abril de 2008

O "Q" da questão

O “BBB” acabou. Ufa! Vamos comemorar! É o fim da ditadura de Pedro Bial e seus heróis! Quanto será que a Globo lucra com o “BigBrotherBrasil”? Devem ser muitos milhões para justificar a queda do “Q”, de qualidade, que eles estão anunciando agora. Vocês já perceberam uma coisa: na vinheta do “Q”, da Globo, não aparece um BBB ou ex-BBB! Por que será??? Será que até eles reconhecem que este programa é uma m......

A NET recodificou toda a sua transmissão para acabar com o "gato", o que aconteceu? Fiquei sem tv a cabo no meu quarto. Consequência: de noite, quando quero assistir a tv, sou obrigado a assistir à tv aberta. E, por causa do BBB, não estava mais assistindo à tv.
Ontem comemorei, a programação normal está de volta. Assisti “Homem Aranha 2”, “Jornal da Noite” e “Jô Soares”.

Adoro o Jô, tento rir de todas aquelas piadas infâmes que ele conta antes de chamar mais um entrevistado. Confesso que nem sempre consigo! Porém, perto do BBB, o “Programa do Jô” é uma obra prima. Se não fosse o Jô, eu não saberia que o nome verdadeiro do travesti Rogéria é: Astolfo Pinto. Sempre que lembro disso fico rindo sozinho, esteja onde estiver. As pessoas acham que eu sou maluco. Tô na sala de aula, começo a rir do nada; tô na fila do banco, tenho acesso de risos. A culpa é do Jô!!! Gosto tanto do programa dele que, às vezes, fico me imaginando lá sendo entrevistado por ele - só não sei por qual motivo ele me chamaria. Ainda assim, fico pensando como eu responderia a pergunta que ele fez àquele convidado. Imagino que o momento mais tenso é aquela caminhada ao seu encontro, que o convidado faz quando anunciado.

Confessem, vocês também já pensaram nisso tudo!!

Esta semana terei diversos motivos para rir sozinho, ainda tem o “Casseta&Planeta” e a “Grande Família”. Quanto ao “BBB”, nunca me imaginei naquela casa... O que faria com 1 milhão de reais? Colocaria TVs de LCD na casa toda e assinaria uma boa tv a cabo, para, no próximo “BBB”, não ficar, mais uma vez, escravo do “Q - de qualidade – que só a Globo tem”!!! Com o resto do dinheiro, pensaria numa forma de ficar famoso para um dia ser entrevistado pelo Gordo mais simpático da TV brasileira (não, o gordo mais simpático da TV brasileira não é o João Gordo).

domingo, 30 de março de 2008

terça-feira, 18 de março de 2008

Sushiman Nordestino

Em janeiro escrevi cinco crônicas e em fevereiro uma, por quê?

Bom, não sei muito bem porquê, mas acredito que tenha a ver com o caranaval. No carnaval, diferente da maioria dos brasileiros, troquei a festa pelo sossêgo. Como meus amigos sabem: sou do contra, quando todos vão pra direita, vou pra esquerda; enquanto todos fazem viagens internacionais, eu viajo pelo Brasil. Outro dia descobri que não sou o único a pensar desta maneira: estava assistindo a um programa sobre o poeta Drummond, onde ele afirmava não ter a menor curiosidade em conhecer o extrangeiro. Fiquei fã do cara na hora. Não sou o único – pensei aliviado! É impressionante a satisfação que sentimos quando descobrimos que não somos o único que pensa daquela maneira em relação a determinado assunto. Na mesma hora me senti mais humano, como a sensação que experimentei ao passar na prova de vestibular, me senti aprovado (aceito)! Todo aquele peso que carregava sozinho, agora poderia dividir com outra pessoa, humana como eu.

Pois bem, após o desabafo acima, volto ao meu carnaval. Neste ano, aproveitei a data festiva em Fernando de Noronha. E, pasmem, foi lá que pela primeira vez comi comida japonesa e gostei! Não só gostei, viciei! Comi, todo dia, os incríveis combinados orientais feitos através das mãos de um pernambucano. Difícil de acreditar, não é? Pois é, o Brasil tem dessas coisas, não é preciso viajar para uma ilha do outro lado do mundo para conhecer a culinária oriental. Lá, aprendi e provei todos aqueles nomes complicados começados com “s”(sushi, sashimi, sunomonu...)

No último dia de viagem disse ao pernambucano sushiman: "Por mim eu ficaria mais um mês aqui na ilha". E, para minha surpresa, ele respondeu: "O dinheiro que ganho aqui não paga o cheiro do cabelo de minha mãe". Me despedi dele e fui pensando, no caminho do aeroporto, se conseguiria viver tanto tempo naquela ilha. Cheguei a seguinte conclusão: não conseguiria viver em uma ilha aonde não existe banca de jornal, nem mesmo assinatura de jornal ou revista. Viver sem minhas revistas prediletas é um sacrifício pelo qual não gostaria de passar.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O tempo passa, mas a idade não.

A calça denuncia a idade do homem. Quanto mais próxima ao umbigo, mais velho ele é! Vovô usa as suas acima do umbigo, com cinto e camisa para dentro. Por isso titio diz: “de que adianta ele pintar o cabelo e se dizer mais novo. Aquela calça acima do umbigo denuncia tudo.”

O que para vovó não quer dizer nada. Vovó nunca se enxergou em tal estágio. Para ela, velhos usam bengalas. Quando o médico aconselhou-a a usar bengalas, ela se rebelou como uma criança diante do primeiro dia de aula. Ninguém conseguiu convencê-la a usar a dita cuja, bengala era o catalisador da morte!

E as mulheres de “meia idade”. Num programa da GNT, o apresentador constatou o seguinte: “mulheres não envelhecem, ficam loiras”. Assim como num passe de mágica, a mãe do seu amigo que sempre usou uma cor de cabelo próxima a de suas madeixas original, vira loira! É como um ritual de passagem - o barmitzvah feminino - realizado no qüinquagésimo aniversário.

Para Rickson Gracie, a idade nunca deve ser dita ou calculada, aquele que conta seus anos completados está fadado a fazer as coisas de acordo com o que a sociedade considera correto para uma pessoa naquela idade. Não importa a idade, o importante é você nunca deixar de fazer alguma coisa por estar muito velho para aquilo. Uma disciplina mental que deve ser exercitada diariamente.

Comecei a perceber o seguinte: quanto mais velho o sujeito, mais longe ele está da velhice. Para vovô, basta ele pintar o cabelo e não entrar em filas “especiais”; para vovó, bastava não usar bengalas e; para Rickson, basta não contar a idade.

Se a velhice não existe, por que quando chamei minha vó de velha, ela me respondeu: “pra lá tu vais”?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Você já viu uma baleia branca?

Assim como existem diversos tipos de ursos, entre eles, o urso polar(branco!), existe também a Baleia Branca. Você deve estar pensando agora: "dúvido, não existe tal espécie!"

Pois bem, eu já vi uma! Mais de uma vez! Creio que era a mesma. Como já vi um exemplar da espécie, e ao contar às pessoas sobre esta estranha visão, sempre recebi a mesma resposta: “Duvido, não existe este animal!”Resolvi pesquisar sobre o dito cujo.

O Google me levou a Wikipedia, lá descobri: “baleia branca ou beluga – mamífero da família dos Monodontidae. O seu parente mais próximo é o narval”.

Após apurar essas informações, disse aos duvidosos: “A baleia branca existe sim, ela é da família dos Monodontidae e tem como parente mais próximo o narval” A reação de meus ouvintes foi a mesma: todos duvidaram! Nenhum deles já ouviu falar dos Monodontidae ou do Narval. Um deles, ainda debochou, dizendo: “Monodonti… isso deve ser nome de pasta de dente!!” Bom, para convencê-los, disse: “assim como existe o urso polar, existe a baleia branca, também polar”.

Eles me desafiaram, disseram: “pois bem, "existe" a baleia branca! Então como é que você já viu uma? Você já foi pro polo norte?” Tive que ser taxativo, disse: “existe sim! E, se eu vi, deve ser por causa do efeito estufa ou aquecimento global! Sabe como é, com esses negócios aí, a natureza tá maluca, os bichos tão perdidos” E desconversei, falei que a baleia branca era conhecida também como beluga! E que, a primeira pessoa a vê-la foi Peter Simon Pallas, em 1776, no polo ártico. A risada foi geral, o mesmo engraçadinho falou: “Peter Simon Pallas deve ser um cafetão escocês e Beluga deve ser a puta que ele agencia.”

Ok, ninguém acreditou em mim, mas que existe, existe! Porém, para convencê-los, teria que dizer onde e quando havia visto o mamífero. Este era o problema!

Há anos, vi uma baleia branca nas águas do rio girassóis, umas oitocentos e dez vezes. Tentar justificar que já havia visto, foi tão complicado! Dizer que vi tantas vezes, seria ainda mais trabalhoso! Por isso, preferi aceitar o rótulo de mentiroso.

Espero que eu e, aqueles que já avistaram o mesmo animal, não sejamos tratados como ufólogos, de um grupo segregado, com um nome estranho como: alpha seis.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Automóvel

Sou muito ansioso. Acredito que o motivo que mais despertou minha ansiedade, pelo qual mais esperei durante os dezoito anos da menoridade, foi: a aquisição da carteira de motorista. Este era o símbolo da maioridade que, com o diploma do ensino médio, representavam a liberdade que tanto ansiava. Assim como o presidiário aguarda o dia de seu julgamento, eu esperava o dia da prova do DETRAN. Minha aprovação seria como a sentença a favor da liberdade do réu.

Após anos de espera, lá estava eu pronto para ser avaliado. Cheguei lá cedo, antes do carro da auto escola. Quando eles chegaram - meu instrutor e as pessoas que iam fazer a prova no mesmo carro que eu-, pedi para ser o primeiro a fazer a prova. O instrutor disse que não, que ele e os outros alunos já tinham estabelecido a ordem. Eu ficaria por último pois não estava lá para sortear a ordem junto com eles. Fiquei "puto"! Se eu era o único a voltar sozinho pra casa e o primeiro a chegar no local do teste, deveria ser o primeiro. Naquela hora entendi: o meu instutor ainda estava irritado com o que havia acontecido dias antes.

Como estava com pressa para fazer a prova, marquei meu simulado num sábado de manhã. Para que isso fosse possível, meu instrutor me "encaixou" cedo, pouco antes de outro aluno. Disse que teríamos que fazer no tempo de três aulas ao invés de quatro aulas, como deveria ser.
Concordei e - lá estava eu - sábado de manhã, pronto para o meu simulado. Naquela época a prova era no autódromo de Jacarepaguá. Quando cheguei na Estrada Lagoa-Barra, acelerei um pouco mais que os quarenta quilômetros permitidos ao carro de auto escola e ele pediu para que eu mantivesse a velocidade “correta”. Tentei mais duas vezes exceder o limite, e ele não deixou. Chegamos a Jacarepaguá, fiz o simulado e na volta ele começou a olhar para o relógio, estava atrasado. E disse: “Pode acelerar mais agora”. Eu respondi: “não, a velocidade correta é 40 quilômetros por hora”. Ele tentou me convencer a ir mais rápido, eu disse que não iria discutir. Quando um não quer, dois não brigam - argumentei.

Como ele se atrasou para pegar o próximo aluno, esta seria sua vingança: colocar-me por último no dia da prova.

Chegou minha vez. Estava tão ansioso, que cometi três erros, um com cada avaliador. O primeiro foi irredútivel, foi logo passando a caneta. Os outros dois não contabilizaram minhas infrações, convencidos pela minha simpatia.

Peguei o documento no mesmo dia. Ganhei um carro pouco depois. Fiz algumas viajens. Três anos depois, estava anunciando o automóvel no mercado livre. Depois de vendê-lo, experimentei uma sensação ainda melhor que a de ser aprovado na prova do DETRAN.

Como é bom não ter que se preocupar com IPVA, vistoria no DETRAN, seguro, revisão e etc. Como é bom o transporte público! Nada melhor que pegar um táxi, conversar com o motorista e não ter que se preocupar em conseguir uma vaga.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A ex-vizinha

Tenho pais nômades. No apartamento atual moramos há três anos. Foi uma mudança de apartamento, porém, o bairro continua o mesmo. O último prédio onde moramos fica a duas quadras do atual, lá vivemos por seis anos, nosso recorde. Aqui em casa não mudamos por necessidade, mudamos por hábito. Como o antigo apartamento fica tão perto do atual, ainda passo lá, às vezes, para ver se tem alguma correspondência e colocar o papo em dia.

Outro dia, como de costume, estava passando na frente do antigo apartamento sem nenhum compromisso urgente e resolvi parar para atualizar as fofocas. Parei, entrei na portaria, perguntei se tinha alguma correspondência e comecei a perguntar sobre o pessoal do prédio (ex-vizinhos, porteiros e o atual morador do nosso apartamento).

Estava lá conversando com o Zé que, como todos os porteiros, adora contar histórias sobre aqueles que vivem em seu local de trabalho, quando ela, minha ex-vizinha, apareceu e resolveu botar a fofoca em dia. Perguntou do novo apartamento, se estávamos gostando e se preferíamos o novo ou o antigo? Respondi que preferia o novo e ela aproveitou para perguntar, com uma simpatia que eu ainda desconhecia: “Quais os vizinhos que você prefere?” Claro que respondi que preferia os antigos. Ela sorriu, entrou no elevador e subiu para o seu apartamento. Peguei as correspondências, me despedi do Zé e tomei o caminho de casa.

Durante a pequena caminhada, fui pensando no que acabara de acontecer. Minha vizinha, que era uma criança de aparelhos e bonecas a tiracolo, tinha se transformado em uma bela mulher e resolveu demonstrar para o ex-vizinho, pouco mais velho, o que ele ainda não conseguira perceber.

Foi então que percebi: ela havia se tornado a minha Kelly Key. Cantando: “Você não acreditou, você sequer notou, disse que eu era muito nova pra você…..baba baby, baby baba”. E agora, despertava em seus vizinhos (e ex-vizinhos também) a mesma reação que “A vizinha ao lado” de Dorival Caymmi:

“A vizinha quando passa
Com seu vestido grená
Todo mundo diz que é boa
Mas como a vizinha não há
Ela mexe com as cadeiras pra cá.
Ela mexe com as cadeiras pra lá.
Ela mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar....."

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Por que sair do Brasil?

Hoje no jantar com a família e um casal de amigos, conversávamos sobre como o serviço carioca, em geral, é ruim. E, como todo bate papo começa de uma maneira e termina sem nunca enterdemos como fomos parar naquele assunto, de repente, falávamos de Dubai, a cidade do Oriente Médio que está se desenvolvendo em ritmo acelerado às custas do petróleo. Comentávamos sobre o hotel sete estrelas da cidade e a ilha artificial, em forma de coqueiro, onde são construídas mansões como as de Beverly Hills. Quando nossa amiga falou: "eu adoro cidades grandes e tecnológicas, se tivesse oportunidade de ir pra Dubai eu iria".

Ainda estou perplexo, enquanto os gringos que visitam o Brasil não querem voltar para seus países, minha amiga quer ir morar em Dubai. Como pode alguém querer trocar o Brasil por outro país. Se ela dissesse que é por causa de grana eu até entenderia ela querer morar fora, mas Dubai, não consigo compreender. Trocar o Brasil pelos Emirados Árabes, o Ociente pelo Oriente, o cristianismo pelo islamismo. SOCORRO!

Quando era criança e ouvi falar da Disney World imaginei um mundo onde existiam Mickey, Pateta, Pato Donald e todos aqueles personagens de Walt Disney.

Conversei com quem havia visitado o mundo encantado, fui alimentando minha imaginação e aquilo ficava cada vez melhor. Meus amigos diziam ter conhecido o Mickey, sua casa e sua família. Criei expectativas e ao saber que iríamos para lá, perdi noites de sono pensando na viagem.

Viajamos e quando lá cheguei, que decepção! Mickey e seus colegas eram pessoas em fantasias inexpressivas que ficavam acenando e tirando fotos conosco enquanto esperávamos naquelas filas gigantescas por uma curta diversão.

Hoje, minha amiga pensa em Dubai como um dia eu pensei na Disney.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Ponte aérea

Como todo ano faço, jurei que estas férias seriam diferentes. Não ficaria mais em casa. E para honrar meu juramento resolvi estabelecer uma meta: antes do natal vou à São Paulo visitar a família. Todo ano, no natal, digo aos meus tios: "este ano eu vou lá". Porém passaram-se dez anos e eu ainda não havia voltado. Meus tios já nem acreditavam mais quando eu falava: "no natal, antes do carnaval, eu apareço lá".

Então liguei para um primo carioca que acabara de se mudar pra lá e disse: "prepara meu quarto aí que eu estou indo". Ele disse: "ok, mas não venha de carro, para que você volte comigo pro natal". Eu concordei e disse que iria de avião, pois véspera de natal o trânsito é insuportável. Entrei no site da GOL e tentei comprar as passagens, não consegui, só dava erro. Liguei pro meu primo e ele disse: "eu tenho cadastro na GOL, posso comprar para você, mas achava melhor você vir de TAM, a GOL tem atrasado muito". Resolvi arriscar (economizar), pedi para ele comprar a passagem da GOL mesmo.

No dia da viagem me preparei para chegar com antecedência ao aeroporto. O vôo estava marcado para às 20:00h, cheguei no aeroporto às 18:30h. Descobri que havia um vôo às 19:20h e perguntei ao cara do guichê se ele conseguia me encaixar neste vôo. Ele disse que sim, mas que os vôos estavam atrasados uma hora. Resolvi aceitar o vôo das 19:20h com atraso de uma hora, já que assim eu acabaria saindo mais ou menos na mesma hora. Peguei o meu Ticket e fui direto para a banca comprar uma revista de palavras cruzadas e uma caneta. Comprei e lembrei dos conselhos da Ministra de Turismo. Procurei relaxar e gozar, porém percebi que a primeira parte do conselho poderia até ser a melhor forma de esperar o vôo, mas a segunda parte, impossível. Fiquei tentando imaginar como a ministra fazia para gozar em um aeroporto, enquanto sua aeronave não chegava. Cheguei à seguinte conclusão: "talvez a ministra tenha fantasias com pilotos da VARIG e estes atrasos sejam a melhor forma de saciá-la".

Após preencher diversos quadradinhos, linhas e colunas de minha revista e ouvir diversos vôos da TAM e da VARIG serem chamados, resolvi comer alguma coisa já que o atraso previsto para uma hora se estenderia para três horas com direito a pouso em Guarulhos. Jantei e às dez e vinte estávamos decolando.

Na aeronave comecei a rir sozinho quando li no encosto de cabeça das poltronas o slogan da GOL: Linhas Aéreas Inteligentes.

Sugiro à GOL que eles mudem o slogan para: LONGOS ATRASOS INTERMITENTES!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Workaholic

Herança não enche a pança.
Trabalho desde criança.
Espero um dia poder ter,
Não sei muito bem o quê.
Quem sabe uma casa na praia,
Ou aquela bela mulher de saia.
Talvez um carro da moda,
com um lindo jogo de roda.
E quando parar de trabalhar?
Não poderei mais assim sonhar?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Falar é fácil!

Deixo a eloqüência, para a presidência.
Prefiro ficar com a insensatez.
O hipócrita não revela
o que não convém.

Não me chame de eloqüente.
Nem a mim, nem ao presidente.

O poder já te corrompeu,
e você não me convenceu.
Suas palavras soam dissonantes,
hoje estamos distantes.

Quem escolheu foi você?

Vida dura, vive aquele que procura.
Vida mansa , tem aquele que descansa.
Sacrificar ou descansar,
que vida levar?
Descansando, a vida vai passando
Sacrificando, a vida vai se acabando
E você?
Sem saber o quê fazer,
deixa a vida acontecer.
Não vá depois se arrepender!
Procure entender,
se você não escolher
A vida escolhe por você.