Conheci uma beijoqueira
Ela dançava,
me olhava
e pensava:
Quero te beijar
Ajeitava o cabelo
cantava o refrão
que doce canção
Ela sorria
o seu olhar me dizia
Vamos nos beijar
Estava encantado
Fui chegando ao seu lado
Peguei na sua mão
Falei ao seu ouvido
Estava embevecido
Dancei, sorri e pensei
É agora!
Abracei e beijei
Assim ficamos
Beijamos, beijamos
e ainda não cansamos
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Beijoqueira
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Declaração
Me esqueci que sei nadar
Do quanto é bom boiar
Me esqueci de pedalar
Da sensação de quase voar
Nem me lembrei do skate
Do prazer de deslizar
Me deixei apaixonar
Por sua voz rouca
Calma e bela
Por sua boca
Fina e reta
Por sua roupa
Sempre discreta
Me esqueci que sei escrever
E pensava em você
Um bom livro para ler
E lembrava de você
Me esqueci de trabalhar
E sonhava em te ver
Queria te perguntar
Azul ou amarelo?
Para a sua boca beijar
Par ou ímpar?
Para poder te amar
Cara ou Coroa?
Para
que fossemos juntos
morar
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Mezurar
Tá bom, eu não bebo, mas gosto de bar. Mais uma das minhas contradições. Bar não é boate, não tem a hipocrisia, o dançar na medida certa, o gritar nos ouvidos dos desconhecidos. No bar, tá tudo ali em cima da mesa: opiniões, intimidades, olhares, perguntas, respostas e histórias. Agora, uma coisa é certa, o chato do bar é mil vezes pior que o chato da boate, na boate você pode fugir do chato, no bar não, ele vai ficar ali do teu lado o resto da noite e, quanto mais o cara beber, pior. Pode acreditar.
Aconteceu comigo, um amigo me ligou e disse: vamos ao aniversário de uma amiga aí do lado da sua casa? Eu topei, e foi lá que constatei: ir ao bar sem conhecer ninguém é que nem ponte aérea, você nunca sabe quem vai sentar ao seu lado.
Eu cheguei, olhei a mesa, não conhecia ninguém, uma cadeira vazia e ao lado dela, uma bela mulher. Olhos claros, bocão, alta, incrível. Pensei: é do lado dessa morena que eu quero sentar. Sentei, me apresentei e o papo começou.
Perguntei o que ela fazia, ela me disse que trabalhava em um programa de ecologia. Mas não era um programa de ecochato, ela foi logo se defendendo. Perguntei se era parecido com o cidades e soluções, ela me respondeu que era mais leve e divertido, um clima bem discontraído, sabe? Como assim descontraído, pensei. Então perguntei, por exemplo? Eu tenho um ótimo exemplo, ela disse, fraldas descartáveis, você sabia que que fraldas descartáveis demoram 400 anos para se deteriorar? Não, eu respondi. Ela deu um sorrisinho e continuou, uma criança rescém nascida gasta em media sete fraldas por dia, em um período de mais ou menos três anos. Ao final desses três anos, se vc colocar essas fraldas em fila indiana, daria para ir a lua e voltar! Nossa, é fralda pra caramba, hein – eu comentei. Ela disse pois é, você sabia que um carro comum dispensa uma tonelada de gás carbônico por ano no meio ambiente? Aí eu não aguentei, tive que perguntar, cadê a parte leve e descontraída do programa, porque eu já estou com a consciência pesada. Como é que você consegue dormir depois de um dia na terra? Ela me respondeu, ué, eu sei que cigarro faz mal, mas de vez em quando eu fumo um cigarrinho na balada!?!?! Hein! Eu exclamei. Você sabia que existe um software na internet que você calcula sua pegada ecológica? Como? Eu interroguei. É, ela continuou, você coloca lá tudo que você fez em um ano e ele mezura quantas árvores você tem que plantar para zerar o seu impacto no meio ambiente. Mezura!?!? Pensei, não seria mensurar? E insisti, mas e a parte leve e discontraída? Ela respondeu, o mundo está sofrendo uma grande transformação, taí, pra quem quiser ver, só não vê quem não quer! Eu perguntei: você acredita em era de aquarius? Não, já está acontecendo! Ela afirmou. Vamos comer um cone? Ela perguntou. Peraí, eu não vou conseguir dormir antes de plantar pelo menos trinta árvores. Ela me mandou um jóinha, sim um j-o-i-n-h-a. E boa noite.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Da sessão: Auto ajuda
Não se preocupe com o que os outros vão pensar.
O importante é o que você está sentindo e, é claro, demonstrar estes sentimentos.
Livre-se dos pensamentos, preencha-se de atitudes.
Afinal, enquanto você está lidando com tudo isso,
Os outros, com medo de tomar atitudes,
Estão preocupados em entender o que se passa em volta deles
E não o que existe dentro deles.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Mais uma sexta feira
Adoro finais de semana, mas sinto a falta dela.
Cara ou coroa? Para beijar a boca dela.
Par ou ímpar? Para fazer amor com ela.
Não gosto de trabalhar, mas gosto de estar ao lado dela.
Azul ou amarelo? Para passar os finais de semana com ela.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
Linda e bela, somente ela
Encantadora,
morena moça.
Se fosse perfeita,
não tinha graça.
Poderia ser,
mas não era.
Queria que fosse ela.
Com aquela canga vermelha
Debaixo do sol,
como estava bela.
Queria chamá-la pra dançar
Ver seu corpo sambar.
Nós dois
ao som da música
no mesmo rítimo
a cantar.
Quem sabe um dia
Eu volte a vê-la
Eu possa tê-la
ao meu lado
no samba,
na praia,
em casa,
como companheira.
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sábado, 22 de novembro de 2008
DOE ÓRGÃOS, SALVE VIDAS
No Brasil, este ato de solidariedade ainda é pouco praticado, o medo de falarmos sobre a morte nos distancia deste assunto de extrema importância. Precisamos quebrar este tabu, para enfrentarmos a morte de maneira mais saudável: salvando vidas.
Veja o “Caso Eloá”: Uma menina bonita que, com apenas 15 anos, perdeu a vida por causa de um namorado maluco e de um provável erro da polícia. Contudo, nenhum de nós prestou atenção na atitude da mãe, que num momento de sofrimento, após a perda da filha assassinada, lembrou de doar os órgãos da menina. Estes órgãos salvaram vidas ou melhoraram a qualidade de vida de pessoas que sofriam de doenças como, por exemplo, a cegueira. A mãe de Eloá respondeu a morte com vida, deixando para todos nós a mensagem clara de que a morte, muitas vezes, pode ser evitada. Assim, nossa lembrança do caso Eloá será um pouco melhor, pois, sabemos que ela morreu salvando vidas.
Atualmente é comum vermos campanhas para doação de órgãos na mídia, pois a espera na fila de transplante é grande. Falando em Transplante, há pouco tempo soubemos do escândalo referente ao médico que furava a fila do transplante e, também, o caso do Hospital do Fundão que estava fechado para esse tipo de cirurgia. Enfim, nem tudo é perfeito, a verdade é que esses órgãos salvam vidas. Muitas vezes as pessoas quando perguntadas se são doadoras, desviam do assunto ou apenas não respondem.
Nós podemos mudar esse quadro.
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Garagens da Fama
A chuva espalhou a sujeira, mostrou como somos frágeis e insignificantes perto da força da natureza. Se chovesse mais cinco horas o que seria dos nossos carros? Virariam pontos turísticos como os navios naufragados na Baía da Guanabara, mais uma forma de turismo bizarrro para os oportunistas explorarem. O Rio se transformaria na holywood brasileira com:... As garagens dos famosos. Mergulharíamos de garrafa e apontaríamos, de baixo d’água, para os carros dos afortunados e/ou celebridades. Os porteiros iriam fazer fortuna desta forma, seus parentes não viriam mais ao Rio para o reveillon e o governo daria um jeito de se associar a este novo ramo do turismo. Os cariocas teriam desconto de 50% nos meses em que os gringos ficam trabalhando, longe da cidade maravilhosa. E os traficantes, é claro, não ficariam longe disso tudo – uma droga nova seria inventada. A nova droga seria colocada dentro dos cilindros de oxigênio e muitos afirmariam terem visto, no fundo do mar, sereias, Netuno ou Iemanjá....
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sábado, 8 de novembro de 2008
Traços da terceira idade
Por isso, estou me preparando para substituir a faculdade por um esporte, só não sei qual. Tem que ser um noturno, porque acordar mais cedo para qualquer atividade que não seja uma obrigação, considero impossível. A única coisa que me tira cedo da cama é o trabalho, o resto, esquece, fica só nos planos, nunca concretizo. Troco o dia pela noite, é a noite que minha cabeça funciona com toda sua capacidade. De manhã, não consigo nem comer direito. Acordar é um processo longo, bem demorado, preciso de tempo. Primeiro eu acordo, mais ou menos uma hora depois eu desperto. Entre o acordar e o despertar, evito diálogos e, se alguém tentar, logo se arrepende, meu mau humor se transforma numa revolta assustadora. O processo é longo e só acaba quando tomo banho. Impossível ir para o trabalho sem um banho, sem banho o mau humor dura o dia inteiro.
Nos finais de semana, não consigo acordar e ir para o basketball sem antes tomar banho. Meus amigos ficam indignados, dizem que sou o único cara que toma banho para se sujar e depois toma outro banho para se limpar, acontece que o banho da manhã não é para se limpar, é para acordar!
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Crise, que crise?
O efeito Gabeira acabou, se a vida fosse um desenho animado, Gabeira teria vencido no final com a melhor das armas: o discurso honesto. Mas como a vida não é um desenho animado, os irmãos metralhas levaram a melhor.
Já estava fazendo vários planos e pensando em diversas maneiras de contribuir para uma iniciativa público/privada, sentia que, finalmente, iria presenciar um governo mais próximo da vontade popular.
Agora, infelizmente, sinto o poder público se afastar cada vez mais do povo, através da imensa máquina burocrática dirigida por corruptos embriagados num porre de poder capaz de atrapalhar até os mais bem intencionados!
Na idade média ficou comprovado que igreja e política não devem se misturar, cada uma tem um papel distinto na sociedade. E o que vemos hoje no Rio? Uma Igreja querendo se associar ao governo, ou melhor, uma Igreja associada ao governo. Imaginem se a cada quatro anos nossa cidade fosse governada por uma Igreja diferente!
E não é só isso.....votando em Eduardo Paes você leva para a câmara dos deputados um miliciano que em breve estará batendo na porta da sua casa oferecendo segurança 24hs por apenas: R$ 20,00 mensais!
Se você acredita que a crise é econômica, está redondamente enganado, vivemos um ajuste econômico e uma crise: - PO-LÍ-TI-CA!
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sábado, 6 de setembro de 2008
Dólar
Há três meses atrás, Carlos fora beber com seus amigos do colégio, na primeira sexta feira do mês, como ele fazia há mais de dez anos, e lá estava João, um amigo que nunca faltara a essas reuniões. No meio da conversa, Carlos resolveu perguntar ao velho amigo, que trabalhava no mercado financeiro, aquela pergunta que todo leigo faz para um entendido no assunto:
- Se você tivesse uma poupança hoje, de mais ou menos dez mil reais, você investiria no quê?
João, para demonstrar sua segurança no ramo, respondeu de bate pronto:
- Dólar - essa palavrinha tão curta era a resposta para a sua necessidade -, um investimento que rendesse mais do que sua poupança.
O encontro acabou, todos se despediram e Carlos tomou o rumo de casa.
Carlos era um cara conservador, daqueles que não gostam de arriscar outros restaurantes no final de semana. Mas aquela palavra não saía da sua cabeça e, assim, ele foi dormir pensando nas verdinhas americanas.
Na manhã seguinte, Carlos acordou e, ao lembrar-se do sonho que tivera, teve um ataque de risos. Carlos era tão desligado da economia que, em seu sonho, o dólar não era uma nota verde, nele, Dólar era o cachorro do Riquinho, um dálmata com sifras pretas ao invés de pintas. Porém, havia uma coisa intrigante que o fez tomar a decisão de investir sua poupança na moeda yank, era justamente este cachorro que o salvara de um afogamento na praia, motivo de sobra para que ele ligasse para João, fechando o negócio.
Em um mês, Carlos ganhara o que ele demoraria sete meses para ganhar na poupança. Sua alegria era tanta que ele resolveu marcar a reunião daquela sexta feira em sua casa, com tudo pago! Para João, ele comprara um uísque escocês, desses que o nome intimida até os mais cultos. Naquela noite, eles secaram a garrafa brindando cada gole gritando: DÓLAR.
A cada dia sua alegria aumentava, seu novo investimento estava a todo vapor. Até que um dia, ao chegar do trabalho e ligar a televisão, Carlos ouviu, no "Jornal Nacional", a notícia da “bolha imobiliária” que, sem entender porque, havia feito seus investimentos caírem como manga madura em ventania de verão. E, desde então, Carlos sonhava que o cachorro Dólar havia fugido e, ele, desesperado, procurava pelo cão, gritando: DÓLAR....Em vão.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Sistema sobrecarregado
Para tentar descobrir o quê desencadeou essa paralisação, Carlos, primeiro, lembrou qual o último texto que ele tinha escrito, depois, ele começou a lembrar-se do processo que o levou a conclusão daquele texto. Após esse exercício, ele percebeu que não havia esquecido nenhuma das etapas necessárias para a elaboração de um texto. Então, qual seria o motivo dessa pausa tão longa? Isso era o que ele tentava descobrir. Suas mãos molhavam o teclado, ele estava nervoso, há mais de uma hora parado, sem conseguir continuar àquele texto que, ele sabia, se fosse há dois meses já teria concluído, corrigido e enviado ao jornal.
Foi nesse momento que ele começou a imaginar uma ampulheta rodando em sua testa, como aquela que gira na tela de um computador com a capacidade sobrecarregada. A diferença é que ele não estava ocupado, muito menos sobrecarregado, ele estava estagnado! Com a mensagem ali na sua cabeça, sem conseguir transportá-la para o papel. Alguma coisa estranha estava acontecendo, ele não conseguia encontrar as palavras correspondentes a história que queria contar.
De repente, ele percebeu que era justamente o tema que ele havia escolhido o motivo de sua estagnação, a experiência pela qual ele tinha passado estava muito recente para que ele pudesse contá-la, sua mão estava inerte enquanto a cabeça absorvia tantos acontecimentos . Ele, então, decidiu que essa matéria ficaria para a próxima edição da revista, ou para depois, o que ele precisava era de tempo para absorver cada detalhe daquela experiência.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Rotina
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
Pedir, exigir ou enganar?
Como seria bom se o povo, desiludido, pudesse pedir de volta seu voto. Como seria bom se o exigido pudesse pedir ao exigente que ele mesmo realizasse suas vontades. E, por fim, como seria bom se todos soubessem pedir sem nada exigir.
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