domingo, 30 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Sushiman Nordestino
Em janeiro escrevi cinco crônicas e em fevereiro uma, por quê?
Bom, não sei muito bem porquê, mas acredito que tenha a ver com o caranaval. No carnaval, diferente da maioria dos brasileiros, troquei a festa pelo sossêgo. Como meus amigos sabem: sou do contra, quando todos vão pra direita, vou pra esquerda; enquanto todos fazem viagens internacionais, eu viajo pelo Brasil. Outro dia descobri que não sou o único a pensar desta maneira: estava assistindo a um programa sobre o poeta Drummond, onde ele afirmava não ter a menor curiosidade em conhecer o extrangeiro. Fiquei fã do cara na hora. Não sou o único – pensei aliviado! É impressionante a satisfação que sentimos quando descobrimos que não somos o único que pensa daquela maneira em relação a determinado assunto. Na mesma hora me senti mais humano, como a sensação que experimentei ao passar na prova de vestibular, me senti aprovado (aceito)! Todo aquele peso que carregava sozinho, agora poderia dividir com outra pessoa, humana como eu.
Pois bem, após o desabafo acima, volto ao meu carnaval. Neste ano, aproveitei a data festiva em Fernando de Noronha. E, pasmem, foi lá que pela primeira vez comi comida japonesa e gostei! Não só gostei, viciei! Comi, todo dia, os incríveis combinados orientais feitos através das mãos de um pernambucano. Difícil de acreditar, não é? Pois é, o Brasil tem dessas coisas, não é preciso viajar para uma ilha do outro lado do mundo para conhecer a culinária oriental. Lá, aprendi e provei todos aqueles nomes complicados começados com “s”(sushi, sashimi, sunomonu...)
No último dia de viagem disse ao pernambucano sushiman: "Por mim eu ficaria mais um mês aqui na ilha". E, para minha surpresa, ele respondeu: "O dinheiro que ganho aqui não paga o cheiro do cabelo de minha mãe". Me despedi dele e fui pensando, no caminho do aeroporto, se conseguiria viver tanto tempo naquela ilha. Cheguei a seguinte conclusão: não conseguiria viver em uma ilha aonde não existe banca de jornal, nem mesmo assinatura de jornal ou revista. Viver sem minhas revistas prediletas é um sacrifício pelo qual não gostaria de passar.
Bom, não sei muito bem porquê, mas acredito que tenha a ver com o caranaval. No carnaval, diferente da maioria dos brasileiros, troquei a festa pelo sossêgo. Como meus amigos sabem: sou do contra, quando todos vão pra direita, vou pra esquerda; enquanto todos fazem viagens internacionais, eu viajo pelo Brasil. Outro dia descobri que não sou o único a pensar desta maneira: estava assistindo a um programa sobre o poeta Drummond, onde ele afirmava não ter a menor curiosidade em conhecer o extrangeiro. Fiquei fã do cara na hora. Não sou o único – pensei aliviado! É impressionante a satisfação que sentimos quando descobrimos que não somos o único que pensa daquela maneira em relação a determinado assunto. Na mesma hora me senti mais humano, como a sensação que experimentei ao passar na prova de vestibular, me senti aprovado (aceito)! Todo aquele peso que carregava sozinho, agora poderia dividir com outra pessoa, humana como eu.
Pois bem, após o desabafo acima, volto ao meu carnaval. Neste ano, aproveitei a data festiva em Fernando de Noronha. E, pasmem, foi lá que pela primeira vez comi comida japonesa e gostei! Não só gostei, viciei! Comi, todo dia, os incríveis combinados orientais feitos através das mãos de um pernambucano. Difícil de acreditar, não é? Pois é, o Brasil tem dessas coisas, não é preciso viajar para uma ilha do outro lado do mundo para conhecer a culinária oriental. Lá, aprendi e provei todos aqueles nomes complicados começados com “s”(sushi, sashimi, sunomonu...)
No último dia de viagem disse ao pernambucano sushiman: "Por mim eu ficaria mais um mês aqui na ilha". E, para minha surpresa, ele respondeu: "O dinheiro que ganho aqui não paga o cheiro do cabelo de minha mãe". Me despedi dele e fui pensando, no caminho do aeroporto, se conseguiria viver tanto tempo naquela ilha. Cheguei a seguinte conclusão: não conseguiria viver em uma ilha aonde não existe banca de jornal, nem mesmo assinatura de jornal ou revista. Viver sem minhas revistas prediletas é um sacrifício pelo qual não gostaria de passar.
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Radical
às
21:24
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