No escritório onde trabalho, uns saem cedo, outros saem tarde.
Aqueles que cedo saem, ao compromisso querem chegar.
Aqueles que tarde saem, o compromisso querem faltar.
O importante é que no trabalho, tem sempre um a avisar:
- Você está atrasado, assim não vai durar.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Escrevi isto num dia de ócio no trabalho
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Radical
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Altos e baixos
Desde pequeno tive que aprender a lidar com o meu tamanho, sempre fui o mais alto da turma e alvo de apelidos como: girafa, poste, bambú, pintor de teto… Mas disso nunca me queixei, sempre gostei de apelidos, apelido é mais fácil de guardar e sempre tem a ver com o dono.
O meu grande problema é elevador. Sempre que chamo o elevador, fico torcendo para não ter ninguém a bordo. Porém só fico realmente aliviado depois que pego o elevador vazio e chego no meu destino ainda desacompanhado. Se a viagem for vazia, me olho no espelho, dou uma penteada no cabelo e tudo bem. Mas quando tenho que dividir com uma ou mais pessoas, já sei qual será o assunto: minha altura.
As perguntas são sempre as mesmas: "Jogador de basquete? Vôlei? Goleiro?"
Os ousados perguntam: "Já te disseram que você daria um ótimo jogador de basquete?"
Os íntimos perguntam: "Não vai parar de crescer menino?'
E acabo decepcionando a todos, respondendo que: "já parei de crescer; não faço nenhum esporte; e já me disseram que eu daria um ótimo jogador de basquete".
Já estava me conformando com esta rotina dos elevadores, quando um dia cheguei ao prédio onde estagiava e reparei que no canto superior esquerdo do elevador agora tinha uma tv de plasma. Naquela hora pensei: “Agora todo mundo vai entrar no elevador, assistir à tv e sair”. Então saltei no meu andar depositando todas as minhas esperanças naquela telinha, imaginando um mundo melhor onde todos os elevadores teriam telas de plasma e eu seria apenas mais um passageiro comum.
O meu grande problema é elevador. Sempre que chamo o elevador, fico torcendo para não ter ninguém a bordo. Porém só fico realmente aliviado depois que pego o elevador vazio e chego no meu destino ainda desacompanhado. Se a viagem for vazia, me olho no espelho, dou uma penteada no cabelo e tudo bem. Mas quando tenho que dividir com uma ou mais pessoas, já sei qual será o assunto: minha altura.
As perguntas são sempre as mesmas: "Jogador de basquete? Vôlei? Goleiro?"
Os ousados perguntam: "Já te disseram que você daria um ótimo jogador de basquete?"
Os íntimos perguntam: "Não vai parar de crescer menino?'
E acabo decepcionando a todos, respondendo que: "já parei de crescer; não faço nenhum esporte; e já me disseram que eu daria um ótimo jogador de basquete".
Já estava me conformando com esta rotina dos elevadores, quando um dia cheguei ao prédio onde estagiava e reparei que no canto superior esquerdo do elevador agora tinha uma tv de plasma. Naquela hora pensei: “Agora todo mundo vai entrar no elevador, assistir à tv e sair”. Então saltei no meu andar depositando todas as minhas esperanças naquela telinha, imaginando um mundo melhor onde todos os elevadores teriam telas de plasma e eu seria apenas mais um passageiro comum.
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Radical
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