Carlos acordou com a sensação de que não havia dormido, seus sonhos foram todos relacionados as preocupações que ele estava antes de pegar no sono. O trabalho, a faculdade, a família e a economia. Sim, a economia. O dólar havia caído ainda mais, e isso significava um prejuízo maior as suas finanças.
Há três meses atrás, Carlos fora beber com seus amigos do colégio, na primeira sexta feira do mês, como ele fazia há mais de dez anos, e lá estava João, um amigo que nunca faltara a essas reuniões. No meio da conversa, Carlos resolveu perguntar ao velho amigo, que trabalhava no mercado financeiro, aquela pergunta que todo leigo faz para um entendido no assunto:
- Se você tivesse uma poupança hoje, de mais ou menos dez mil reais, você investiria no quê?
João, para demonstrar sua segurança no ramo, respondeu de bate pronto:
- Dólar - essa palavrinha tão curta era a resposta para a sua necessidade -, um investimento que rendesse mais do que sua poupança.
O encontro acabou, todos se despediram e Carlos tomou o rumo de casa.
Carlos era um cara conservador, daqueles que não gostam de arriscar outros restaurantes no final de semana. Mas aquela palavra não saía da sua cabeça e, assim, ele foi dormir pensando nas verdinhas americanas.
Na manhã seguinte, Carlos acordou e, ao lembrar-se do sonho que tivera, teve um ataque de risos. Carlos era tão desligado da economia que, em seu sonho, o dólar não era uma nota verde, nele, Dólar era o cachorro do Riquinho, um dálmata com sifras pretas ao invés de pintas. Porém, havia uma coisa intrigante que o fez tomar a decisão de investir sua poupança na moeda yank, era justamente este cachorro que o salvara de um afogamento na praia, motivo de sobra para que ele ligasse para João, fechando o negócio.
Em um mês, Carlos ganhara o que ele demoraria sete meses para ganhar na poupança. Sua alegria era tanta que ele resolveu marcar a reunião daquela sexta feira em sua casa, com tudo pago! Para João, ele comprara um uísque escocês, desses que o nome intimida até os mais cultos. Naquela noite, eles secaram a garrafa brindando cada gole gritando: DÓLAR.
A cada dia sua alegria aumentava, seu novo investimento estava a todo vapor. Até que um dia, ao chegar do trabalho e ligar a televisão, Carlos ouviu, no "Jornal Nacional", a notícia da “bolha imobiliária” que, sem entender porque, havia feito seus investimentos caírem como manga madura em ventania de verão. E, desde então, Carlos sonhava que o cachorro Dólar havia fugido e, ele, desesperado, procurava pelo cão, gritando: DÓLAR....Em vão.
Há três meses atrás, Carlos fora beber com seus amigos do colégio, na primeira sexta feira do mês, como ele fazia há mais de dez anos, e lá estava João, um amigo que nunca faltara a essas reuniões. No meio da conversa, Carlos resolveu perguntar ao velho amigo, que trabalhava no mercado financeiro, aquela pergunta que todo leigo faz para um entendido no assunto:
- Se você tivesse uma poupança hoje, de mais ou menos dez mil reais, você investiria no quê?
João, para demonstrar sua segurança no ramo, respondeu de bate pronto:
- Dólar - essa palavrinha tão curta era a resposta para a sua necessidade -, um investimento que rendesse mais do que sua poupança.
O encontro acabou, todos se despediram e Carlos tomou o rumo de casa.
Carlos era um cara conservador, daqueles que não gostam de arriscar outros restaurantes no final de semana. Mas aquela palavra não saía da sua cabeça e, assim, ele foi dormir pensando nas verdinhas americanas.
Na manhã seguinte, Carlos acordou e, ao lembrar-se do sonho que tivera, teve um ataque de risos. Carlos era tão desligado da economia que, em seu sonho, o dólar não era uma nota verde, nele, Dólar era o cachorro do Riquinho, um dálmata com sifras pretas ao invés de pintas. Porém, havia uma coisa intrigante que o fez tomar a decisão de investir sua poupança na moeda yank, era justamente este cachorro que o salvara de um afogamento na praia, motivo de sobra para que ele ligasse para João, fechando o negócio.
Em um mês, Carlos ganhara o que ele demoraria sete meses para ganhar na poupança. Sua alegria era tanta que ele resolveu marcar a reunião daquela sexta feira em sua casa, com tudo pago! Para João, ele comprara um uísque escocês, desses que o nome intimida até os mais cultos. Naquela noite, eles secaram a garrafa brindando cada gole gritando: DÓLAR.
A cada dia sua alegria aumentava, seu novo investimento estava a todo vapor. Até que um dia, ao chegar do trabalho e ligar a televisão, Carlos ouviu, no "Jornal Nacional", a notícia da “bolha imobiliária” que, sem entender porque, havia feito seus investimentos caírem como manga madura em ventania de verão. E, desde então, Carlos sonhava que o cachorro Dólar havia fugido e, ele, desesperado, procurava pelo cão, gritando: DÓLAR....Em vão.
3 comentários:
http://zeaugusto.wordpress.com/
Aí Magro depois da uma olhada lá!
Abraçao
Tah redigindo bem pacas hein.....
Agora....Carlos é uma pessoa de verdade ou mera ficção?
Carlos é o Tio do Adílson, largouas corridas do Jockey e se arrependeu, a moeda do Tio Sam não está com nada!
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