terça-feira, 27 de novembro de 2007

Ipanema

Entre o mar e a lagoa,
este bairro se formou.
Duas praças, o canal,
o Leblon, o Arpoador.
Lá atrás o dois irmãos
esta praia decorou.
São Sebastião do Rio de Janeiro
nossa terra abençoou.

Menino índio

Pequeno Curumim,
a floresta era o seu jardim.
Caçar, pescar e navegar,
era como ele sabia brincar.
Com o passar do tempo,
um índio se tornou.
E, o que era brincadeira,
responsabilidade virou.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Interrogatório gerundiano

Dizem que o programa dos cassetas não é mais o mesmo. Uns atribuem à morte de Bussunda, outros dizem que antes de ele morrer, o programa já não estava agradando. Pois eu ainda assisto, sabe por quê? Por causa da "família telemarketing". Assim como os cassetas, eu também detesto telemarketing.

Já ouvi dizer que Accioly foi genial ao trazer o telemarketing para o Brasil. Será? Será que foi ele quem traduziu aquelas frases para o nosso gerúndio?

Da última vez que nos mudamos, minha mãe me pediu para cancelar a TV a cabo. Eu ingenuamente aceitei. Já não gostava de lidar com os profissionais das frases decoradas, mais ainda, não sabia do que eles eram capazes.

Liguei pra lá e na primeira etapa, a "do que você deseja?", dentro dos “cês” disponíveis, não tinha: "Se você deseja cancelar disque zero". Então disquei nove ("para falar com um de nossos atendentes"). A atendente começou perguntando: "'Em que posso servi-lo?" Respondi que gostaria de cancelar a Tv a cabo, ela perguntou o nome do assinante, eu disse o nome de mamãe. Então, perguntou o que eu era dela, eu disse "filho". Tudo isso para ter que ouvir no final que cancelamento só com o próprio. Não seria a própria?

Resolvi então dizer à Própria que só ela poderia cancelar o serviço. Foi aí que descobri que mamãe não podia nem ouvir o nome telemarketing e por isso tinha me pedido para fazer esta árdua missão.

Já que tinha que enfrentar mais uma vez o interrogatório gerundiano, arquitetei um plano. Para que ele desse certo, armei-me de todos os documentos de mamãe. E comecei tudo de novo. Desta vez passei pela primeira fase sem precisar escutar os “cês”, já fui logo apertando nove para falar com uma atendente. A moça atendeu e perguntou tudo de novo. Quando chegou na parte da assinante, ela me perguntou o que eu era dela, e eu, com a maior cara de pau, sem nem disfarçar a voz, disse que era a própria. Ela então perguntou "dona Livia?" Eu respondi "sim". E ela, com toda a desconfiança, fez todas as perguntas possíveis e concluiu:

"Ok dona Livia, dentro de 30 dias estaremos cancelando a sua assinatura".

OBS.: Mamãe só acreditou quando cortaram o sinal.

domingo, 11 de novembro de 2007

Radicalizando !!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

18 anos

Todos esperamos ansiosamente para completar 18 anos. Porém, ao completarmos os 18 anos, deparamo-nos com um monte de responsabilidades. A maior delas é a escolha da faculdade. Basta o sujeito ter 17 anos que todos começam a perguntar: "Já decidiu qual a carreira que você vai querer seguir?"

Eu não sabia o que fazer, mas a pressão era tanta que me inscrevi no vestibular de administração, apesar de detestar matemática. Escolhi “adm” pois ouvia de todo mundo que administração é a escolha de quem não sabe o que escolher. E como detestava matemática, fui reprovado.

Foi quando meus pais tiveram a brilhante idéia: "Vamos botar este menino na aula particular de matemática". Então, além do cursinho vestibular que já tinha me inscrito, fiz também aulas particulares de matemática.

Pronto para encarar o vestibular de “adm”, lá fui eu, mais uma vez, me inscrever no vestibular da PUC. Quando lá cheguei, tive uma grande surpresa, a PUC não fazia vestibular para “adm” no meio do ano. Como sempre detestei estudar, resolvi dar uma olhada nos cursos que estavam abrindo vaga e escolher outro para não ter que ficar mais seis meses no cursinho. Dentre as opções escolhi arquitetura, já que gostava de desenhar e estava fazendo aulas particulares de matemática.

Voltei para casa e avisei: "Vou prestar vestibular para arquitetura". Para minha surpresa, tive apoio do meu pai e da minha mãe, que disseram: "Você sempre gostou de desenhar, sempre achei que você seria arquiteto".

Passei no vestibular, que alívio! Não havia mais aquela cobrança: "Você vai à praia! Quero ver passar no vestibular!". Comecei a faculdade e logo percebi que não era aquilo que queria fazer para o resto da vida. Resolvi mudar para Propaganda.

Voltando ao lance das responsabilidades, aos 18 anos fui obrigado pelo Estado a tirar o meu título de eleitor. Quando fui buscá-lo no TRE, fui chamado para ser mesário, saí de lá puto, pensando: "Além de ter que votar, os caras querem me obrigar a ser mesário!"
Pensei e, com a ajuda de mamãe, pedi ao meu medico um atestado. Ele arrumou o atestado e eu fui dispensado do TRE.

Só não consegui me livrar da obrigação de votar e lá fui eu para minha sessão. Quando lá cheguei o mesário falou: "Então você que era para estar aqui no meu lugar. Não veio porquê?" Eu respondi: "Porque tenho uma doença e não posso ficar aqui o dia inteiro".

Ainda insatisfeito, ele perguntou com aquela cara irônica: "E que doença é essa?"

Eu, muito puto, respondi: "AIDS!!!"

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Sonhando

O sonho é o mais valioso desejo
que, quando realizado, demonstra
o quanto era superestimado.

Querer

Queria
um dia
querer
muito menos
do que quero
hoje!