segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Semestre

Passei por um triz,
pouco estudei,
parece que nada fiz.

Terceto

Andava ligeiro,
estava apertado
pra ir ao banheiro.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Ipanema

Entre o mar e a lagoa,
este bairro se formou.
Duas praças, o canal,
o Leblon, o Arpoador.
Lá atrás o dois irmãos
esta praia decorou.
São Sebastião do Rio de Janeiro
nossa terra abençoou.

Menino índio

Pequeno Curumim,
a floresta era o seu jardim.
Caçar, pescar e navegar,
era como ele sabia brincar.
Com o passar do tempo,
um índio se tornou.
E, o que era brincadeira,
responsabilidade virou.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Interrogatório gerundiano

Dizem que o programa dos cassetas não é mais o mesmo. Uns atribuem à morte de Bussunda, outros dizem que antes de ele morrer, o programa já não estava agradando. Pois eu ainda assisto, sabe por quê? Por causa da "família telemarketing". Assim como os cassetas, eu também detesto telemarketing.

Já ouvi dizer que Accioly foi genial ao trazer o telemarketing para o Brasil. Será? Será que foi ele quem traduziu aquelas frases para o nosso gerúndio?

Da última vez que nos mudamos, minha mãe me pediu para cancelar a TV a cabo. Eu ingenuamente aceitei. Já não gostava de lidar com os profissionais das frases decoradas, mais ainda, não sabia do que eles eram capazes.

Liguei pra lá e na primeira etapa, a "do que você deseja?", dentro dos “cês” disponíveis, não tinha: "Se você deseja cancelar disque zero". Então disquei nove ("para falar com um de nossos atendentes"). A atendente começou perguntando: "'Em que posso servi-lo?" Respondi que gostaria de cancelar a Tv a cabo, ela perguntou o nome do assinante, eu disse o nome de mamãe. Então, perguntou o que eu era dela, eu disse "filho". Tudo isso para ter que ouvir no final que cancelamento só com o próprio. Não seria a própria?

Resolvi então dizer à Própria que só ela poderia cancelar o serviço. Foi aí que descobri que mamãe não podia nem ouvir o nome telemarketing e por isso tinha me pedido para fazer esta árdua missão.

Já que tinha que enfrentar mais uma vez o interrogatório gerundiano, arquitetei um plano. Para que ele desse certo, armei-me de todos os documentos de mamãe. E comecei tudo de novo. Desta vez passei pela primeira fase sem precisar escutar os “cês”, já fui logo apertando nove para falar com uma atendente. A moça atendeu e perguntou tudo de novo. Quando chegou na parte da assinante, ela me perguntou o que eu era dela, e eu, com a maior cara de pau, sem nem disfarçar a voz, disse que era a própria. Ela então perguntou "dona Livia?" Eu respondi "sim". E ela, com toda a desconfiança, fez todas as perguntas possíveis e concluiu:

"Ok dona Livia, dentro de 30 dias estaremos cancelando a sua assinatura".

OBS.: Mamãe só acreditou quando cortaram o sinal.

domingo, 11 de novembro de 2007

Radicalizando !!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

18 anos

Todos esperamos ansiosamente para completar 18 anos. Porém, ao completarmos os 18 anos, deparamo-nos com um monte de responsabilidades. A maior delas é a escolha da faculdade. Basta o sujeito ter 17 anos que todos começam a perguntar: "Já decidiu qual a carreira que você vai querer seguir?"

Eu não sabia o que fazer, mas a pressão era tanta que me inscrevi no vestibular de administração, apesar de detestar matemática. Escolhi “adm” pois ouvia de todo mundo que administração é a escolha de quem não sabe o que escolher. E como detestava matemática, fui reprovado.

Foi quando meus pais tiveram a brilhante idéia: "Vamos botar este menino na aula particular de matemática". Então, além do cursinho vestibular que já tinha me inscrito, fiz também aulas particulares de matemática.

Pronto para encarar o vestibular de “adm”, lá fui eu, mais uma vez, me inscrever no vestibular da PUC. Quando lá cheguei, tive uma grande surpresa, a PUC não fazia vestibular para “adm” no meio do ano. Como sempre detestei estudar, resolvi dar uma olhada nos cursos que estavam abrindo vaga e escolher outro para não ter que ficar mais seis meses no cursinho. Dentre as opções escolhi arquitetura, já que gostava de desenhar e estava fazendo aulas particulares de matemática.

Voltei para casa e avisei: "Vou prestar vestibular para arquitetura". Para minha surpresa, tive apoio do meu pai e da minha mãe, que disseram: "Você sempre gostou de desenhar, sempre achei que você seria arquiteto".

Passei no vestibular, que alívio! Não havia mais aquela cobrança: "Você vai à praia! Quero ver passar no vestibular!". Comecei a faculdade e logo percebi que não era aquilo que queria fazer para o resto da vida. Resolvi mudar para Propaganda.

Voltando ao lance das responsabilidades, aos 18 anos fui obrigado pelo Estado a tirar o meu título de eleitor. Quando fui buscá-lo no TRE, fui chamado para ser mesário, saí de lá puto, pensando: "Além de ter que votar, os caras querem me obrigar a ser mesário!"
Pensei e, com a ajuda de mamãe, pedi ao meu medico um atestado. Ele arrumou o atestado e eu fui dispensado do TRE.

Só não consegui me livrar da obrigação de votar e lá fui eu para minha sessão. Quando lá cheguei o mesário falou: "Então você que era para estar aqui no meu lugar. Não veio porquê?" Eu respondi: "Porque tenho uma doença e não posso ficar aqui o dia inteiro".

Ainda insatisfeito, ele perguntou com aquela cara irônica: "E que doença é essa?"

Eu, muito puto, respondi: "AIDS!!!"

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Sonhando

O sonho é o mais valioso desejo
que, quando realizado, demonstra
o quanto era superestimado.

Querer

Queria
um dia
querer
muito menos
do que quero
hoje!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Exigências mercadológicas

Como todo mundo sabe, larguei o antigo estágio e estou a procura de outro. Tenho procurado oportunidades em sites que anunciam vagas na minha área.

Destes anúncios gostaria de destacar algumas exigências dos empregadores. A mais nova delas é a proatividade. O candidato pro-ativo é o alvo do momento.

Estou curioso, o que é proatividade? Conhecia hiperatividade, mas proatividade? Não basta a atividade? Por que este “pro” é tão valorizado? Será o profissional da atividade?

Para responder a esta questão recorri ao google, lá encontrei um link que me levou ao texto: “O que é proatividade?”, o texto define proatividade como: “a capacidade de se antecipar a situações”.

Agora imaginem este cara que se antecipa a situações, o chefe pede para ele mandar um e-mail para o fulano e ele diz: "Já mandei". O chefe pede para ele pesquisar um assunto na internet, ele diz: "Já pesquisei". O chefe pede para ele ligar para siclano e ele diz: "Já liguei". O chefe pede para ele comprar o jornal e ele diz: "Já comprei".

Conclusão: o proativo é um cara chato pra caralho, um puxa saco!

A outra exigência é: “favor enviar curriculum com foto.” Qual será o peso desta foto na contratação? “Bom, este aqui não tem experiência mas é fotogênico, boa pinta! Já este aqui tem experiência mas tem cara de cansado, não deve ser proativo!” Como será a cara de um proativo?

Quer ficar rico? Abra um estúdio especializado em fotografias para currículo. Neste estúdio o candidato terá sua proatividade destacada na foto!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sabedoria popular

Quem espera sempre alcança.
A esperança é a última que morre.
Certo?
Juntando estes dois ditados populares, o resultado é?
Um cara alto como eu.
Que de tanto esperar, com a esperança de alcançar, cresceu demais!
Ou seja, Sou a prova viva de que:
Ditados populares são na verdade sabedoria popular.

Rimou!

Na vida aprendi a esperar.
O que antes parecia distante,
Hoje veio se mostrar,
Assim tão de repente,
Lembrança a recordar.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Complete a frase abaixo:

Assim como o cara que nasce no Brasil é chamado de brasileiro, o que nasce em Trinidad e Tobago é chamado de............

Coisas que tento entender

Desde criança tento entender uma porção de fatos misteriosos. Porém alguns deles não consigo descobrir, parece que vou morrer sem descobrir certas coisas.

Estava navegando hoje na intenet e me lembrei de um desses episódios sem resposta. Acessei um site de skate que havia coberto um campeonato de slalom, onde estavam presentes representantes oficiais do Guiness World Records. E, foi no final deste evento que o fato se sucedeu. O ganhador, um cara de Trinidad e Tobago, recebeu das mãos dos “oficiais” do GWR um certificado (pronto, impresso e emoldurado!!!) como novo recordista da modalidade.

O que gostaria de entender é: como o pessoal do guiness sabia que um cara de Trinidad ia ganhar este campeonato? Como eles sabiam que este mesmo cara bateria o recorde mundial?

Não vá me dizer que esses caras esperam o campeonato terminar, escrevem o certificado, imprimem e emolduram em menos de um minuto. Nisso não posso acreditar. Prefiro acreditar que esses caras têm o dom da premonição e por isso são contratados. São pessoas que nascem com esse dom e vendem seus serviços para organizadores de eventos e afins.

Então eu me pergunto: porque esses caras não usam este dom para jogar na loteria, será um código de ética?


Obs.: Tenho um amigo que quando criança ficava pulando na varanda e se perguntando como aquilo não desabava.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007



Será que ele come cenouras?

Este coelho foi inspirado no filme Donnie Darko.

Já viu?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Escrevi isto num dia de ócio no trabalho

No escritório onde trabalho, uns saem cedo, outros saem tarde.
Aqueles que cedo saem, ao compromisso querem chegar.
Aqueles que tarde saem, o compromisso querem faltar.
O importante é que no trabalho, tem sempre um a avisar:
- Você está atrasado, assim não vai durar.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Altos e baixos

Desde pequeno tive que aprender a lidar com o meu tamanho, sempre fui o mais alto da turma e alvo de apelidos como: girafa, poste, bambú, pintor de teto… Mas disso nunca me queixei, sempre gostei de apelidos, apelido é mais fácil de guardar e sempre tem a ver com o dono.

O meu grande problema é elevador. Sempre que chamo o elevador, fico torcendo para não ter ninguém a bordo. Porém só fico realmente aliviado depois que pego o elevador vazio e chego no meu destino ainda desacompanhado. Se a viagem for vazia, me olho no espelho, dou uma penteada no cabelo e tudo bem. Mas quando tenho que dividir com uma ou mais pessoas, já sei qual será o assunto: minha altura.

As perguntas são sempre as mesmas: "Jogador de basquete? Vôlei? Goleiro?"
Os ousados perguntam: "Já te disseram que você daria um ótimo jogador de basquete?"
Os íntimos perguntam: "Não vai parar de crescer menino?'

E acabo decepcionando a todos, respondendo que: "já parei de crescer; não faço nenhum esporte; e já me disseram que eu daria um ótimo jogador de basquete".

Já estava me conformando com esta rotina dos elevadores, quando um dia cheguei ao prédio onde estagiava e reparei que no canto superior esquerdo do elevador agora tinha uma tv de plasma. Naquela hora pensei: “Agora todo mundo vai entrar no elevador, assistir à tv e sair”. Então saltei no meu andar depositando todas as minhas esperanças naquela telinha, imaginando um mundo melhor onde todos os elevadores teriam telas de plasma e eu seria apenas mais um passageiro comum.