quinta-feira, 24 de abril de 2008

Experiências culinárias

O melhor do ovo é a gema, nunca conheci ninguém que prefira a clara (adoro doces de ovos). O mais gostoso na pizza é o queijo, todo mundo deixa a casca no prato para comer mais queijo. Minha pizza preferida é a de muzzarela. Para mim o jantar ideal é: pizza de muzzarela com quindim de sobremesa.

Ano passado vovó perguntou o que eu gostava de comer à noite, eu disse que comia o mesmo do almoço e, às vezes, fritava um ovo para ficar diferente. Ela então me ensinou a fritar o ovo ideal, gema cozida e líquida. O segredo é tampar a frigideira, o vapor cozinha a superficíe da gema. É importante também o fogo médio ou baixo, se fritar com fogo alto, o ovo fica queimado por baixo – esclareceu vovó. Ovo é o que sei fazer melhor na cozinha, nem miojo sei fazer direito. Não sei fazer, mas vou dizer como o miojo fica bom. Cozinhe o macarrão e, antes de colocá-lo no prato, coloque uma colher de requeijão no prato. O requeijão derrete, e você não precisa mais usar aquele pó que, com certeza, dá câncer.

Tudo que é bom dá câncer e tudo que é ruim faz bem. “Remédio ruim, cura boa”, dizia mestre Miyagi a Daniel Sam - sessão da tarde também é cultura. E pra terminar, nunca peça (do verbo pedir) uma pizza de calabresa no Habib’s. Lá a pizza de calabreza é feita a moda da casa: sem queijo?! Só pode ser pra economizar. Tive a infelicidade de pedir uma pizza dessas lá e, no meio da refeição, cheguei à seguinte conclusão: nunca comi tão mal em minha vida.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Cadê aquela unha que eu acabei de cortar?

Cortava as unhas com tesouras até bem pouco tempo atrás. Hoje, uso aquele cortador que deve ter sido inventado por algum americano. Não posso negar que, desde que comecei a cortar as unhas desta forma, ganhei ainda mais tempo para fazer o que mais gosto de fazer: ficar sem fazer nada.

Todo inventor, quando lança sua novidade, atribui ao seu invento o mesmo beneficío: praticidade. Puro marketing. Nós acreditamos porque adoramos a posssibilidade de aumentar o nosso ócio diário. A propaganda, uma forma quase que política de contarmos uma história da maneira que as pessoas querem ouvir, nos convence de que ali, naquele produto, estão os ingredientes necessários para uma vida melhor. Sabemos que aquilo não é verdade, mas mesmo assim compramos.

Acredito que seja por isso que comprei um desses cortadores. Uso este tipo de cortador há alguns anos e só hoje percebi: sempre que corto as unhas perco pelo menos uma delas. As vezes ela sai daquela maravilhosa invenção como uma bala de revólver, outras vezes ela cai no meu colo. Eu sempre tenho certeza de ter visto para onde elas foram, mas nunca as acho!!!!! Aonde será que essas unhas vão parar?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ouvi falar

Tá na midia, tá na boca do povo. O assunto rompeu todos as barreiras sociais. Pobre, rico ou classe média… Todos discutem o caso. Não existe lugar nesse imenso país onde o tema não seja abordado. Já rendeu manchete em todos os jornais, as revistas publicam opiniões de especialistas e as rádios discutem com seus ouvintes. Não há um só habitante no planeta Terra sem uma opinião formada. Lobão já conveceu os diretores de sua emissora a fazer um “Barraco MTV” sobre o fato. Hoje, só saio de casa depois de me atualizar, desatualizado, fico de fora. O desinformado não tem vez. Ninguém quer conversar sobre outra coisa, não adianta tentar, nem ouse, perda de tempo! Trate de escolher um lado, não hesite! Quanto mais tempo você demorar, maior informação você terá que buscar. Cada dia que passa, o negócio toma um rumo diferente. O que ontem era certeza, hoje já foi descartado. É isso mesmo, não podemos ficar um só dia sem vasculhar as novidades. A não ser que você queira arriscar. Eu não arrisco. Depois de horas estudando o ocorrido, não posso me dar a este luxo. Mamãe disse que fiquei escravo disso tudo. Escravo do quê? Tá curioso? Pergunte ao taxista, ao porteiro ou ao barbeiro, pois eu tenho mais o que fazer, já tô de saco cheio!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

"Vocabulário"

Acabo de ouvir no jornal a nova pérola do Lula. O presidente disse que não tem um milésimo de suspeita sobre o conteúdo do dossiê!!!! O que ele quis dizer com isso?

Quando criança, ouvi a palavra relativo e comecei a dizê-la toda hora. Era só alguém dizer alguma coisa que me contrariasse que eu dizia: “Isso é relativo”...e pronto...não precisava dizer mais nada...Afinal, tudo é relativo. Depois teve a fase do deturpado, esta eu adorei, usava pra tudo. Quando um amigo chato do papai ligava e ele não queria atender, eu aproveitava a oportunidade para usar a mais nova palavra do meu vocabulário, dizia: “Papai não pode atender, ele está deturpado”!! Na sala de aula, dizia: “Professora, estou muito deturpado. Posso ir ao banheiro?” Se ela respondesse que não, eu falava: “Isso é relativo”. E ia assim mesmo. Depois que aprendi o significado destas palavras, me decepcionei. Preferia antes. Podia usá-las pra tudo. Fazia cara de sério, mostrava que estava seguro, que sabia o que estava dizendo e convencia qualquer um.

Hoje percebi, o presidente Lula é que está certo!!!!Pra que aprender a falar corretamente se podemos simplesmente usar as palavras de acordo com nossa "criatividade"?

terça-feira, 1 de abril de 2008

O "Q" da questão

O “BBB” acabou. Ufa! Vamos comemorar! É o fim da ditadura de Pedro Bial e seus heróis! Quanto será que a Globo lucra com o “BigBrotherBrasil”? Devem ser muitos milhões para justificar a queda do “Q”, de qualidade, que eles estão anunciando agora. Vocês já perceberam uma coisa: na vinheta do “Q”, da Globo, não aparece um BBB ou ex-BBB! Por que será??? Será que até eles reconhecem que este programa é uma m......

A NET recodificou toda a sua transmissão para acabar com o "gato", o que aconteceu? Fiquei sem tv a cabo no meu quarto. Consequência: de noite, quando quero assistir a tv, sou obrigado a assistir à tv aberta. E, por causa do BBB, não estava mais assistindo à tv.
Ontem comemorei, a programação normal está de volta. Assisti “Homem Aranha 2”, “Jornal da Noite” e “Jô Soares”.

Adoro o Jô, tento rir de todas aquelas piadas infâmes que ele conta antes de chamar mais um entrevistado. Confesso que nem sempre consigo! Porém, perto do BBB, o “Programa do Jô” é uma obra prima. Se não fosse o Jô, eu não saberia que o nome verdadeiro do travesti Rogéria é: Astolfo Pinto. Sempre que lembro disso fico rindo sozinho, esteja onde estiver. As pessoas acham que eu sou maluco. Tô na sala de aula, começo a rir do nada; tô na fila do banco, tenho acesso de risos. A culpa é do Jô!!! Gosto tanto do programa dele que, às vezes, fico me imaginando lá sendo entrevistado por ele - só não sei por qual motivo ele me chamaria. Ainda assim, fico pensando como eu responderia a pergunta que ele fez àquele convidado. Imagino que o momento mais tenso é aquela caminhada ao seu encontro, que o convidado faz quando anunciado.

Confessem, vocês também já pensaram nisso tudo!!

Esta semana terei diversos motivos para rir sozinho, ainda tem o “Casseta&Planeta” e a “Grande Família”. Quanto ao “BBB”, nunca me imaginei naquela casa... O que faria com 1 milhão de reais? Colocaria TVs de LCD na casa toda e assinaria uma boa tv a cabo, para, no próximo “BBB”, não ficar, mais uma vez, escravo do “Q - de qualidade – que só a Globo tem”!!! Com o resto do dinheiro, pensaria numa forma de ficar famoso para um dia ser entrevistado pelo Gordo mais simpático da TV brasileira (não, o gordo mais simpático da TV brasileira não é o João Gordo).