segunda-feira, 21 de julho de 2008

Pedir, exigir ou enganar?

Pedir é diferente de exigir, ambas as coisas levam ao mesmo propósito, porém, de maneiras diferentes. Fazer o exigido não é a mesma coisa que realizar o pedido. Realizar um pedido é satisfatório para quem o realiza e prazeroso para o beneficiado. Já o exigido é feito com revolta pelo submisso, para satisfação do exigente. Aquele que exige, impõe sua vontade sobre outro que deve ser obediente. Enquanto o que pede, sabe fazê-lo sem colocar-se em uma posição superior. O exigente não pede um favor, ele rouba a liberdade do exigido. O que não rouba a liberdade, deixa a consciência do outro decidir. A diferença entre os dois é a mesma que a de um assaltante para a de um mendigo: um rouba, o outro pede. Ser coagido a fazer uma coisa é crime contra a liberdade, mas ainda há aqueles que acreditam que satisfação é uma via de mão única. Movidos pelo orgulho e o egoísmo, poucos impõem suas vontades sobre muitos. É uma atitude tomada por pessoas mesquinhas que sonharam um dia ter poder para se vingar de um pai autoritário, de um professor filho da puta ou de algum tipo semelhante.

Existem também os covardes que viram políticos. Estes não possuem coragem suficiente para exigir suas vontades. Sendo assim, eles enganam o povo em troca de votos, para depois demonstrarem, com a "força" do poder, quais eram as vontades que estavam escondidas nas sombras de suas campanhas pedintes. São os únicos que pedem para depois impor, sem nada exigir.

Como seria bom se o povo, desiludido, pudesse pedir de volta seu voto. Como seria bom se o exigido pudesse pedir ao exigente que ele mesmo realizasse suas vontades. E, por fim, como seria bom se todos soubessem pedir sem nada exigir.

domingo, 6 de julho de 2008

Galera, o texto abaixo é o primeiro do Donan, para diferenciar basta olhar no final do texto, postado por.....

QUE DEUS ABENÇOE O YOUTUBE

Nunca pensei que seria bom algo ser uma merda. Aqui em Nova York estou podendo experimentar essa maluquice. Antes de me mudar para cá, duvidava com toda convicção que a programação da TV americana pudesse ser pior do que a brasileira. Que a italiana é um lixo, eu já sabia. A Net disponibiliza a RAI. Não sei por quê. Ninguém assiste aquela merda. Já tentei me desafiar a deixar a televisão sintonizada em tal canal por mais de 5 minutos. Não consegui. É um show de cafonice apresentado por gostosonas siliconadas com aspecto de burras ou por homens que parecem ter saído da mesma forma que o Berlusconi, com aquele aspecto escroto, digno de sujeitos que têm toda a pinta de chegar em casa com cheiro de perfume de puta, dando palmada na bunda da empregada.

Eu ainda estava no Brasil quando foi ao ar quadragésima nona edição do BBB, que teve como vencedor um emo. Me orgulho em dizer que não assisti nem dois minutos daquela porcaria. Quando eu escutava a vinheta, com a mesma velocidade que Mohamed Ali se esquivava dos golpes, eu pegava o controle remoto e mudava para qualquer canal, se bobear até para a RAI. Mesmo assim eu sabia de muita coisa que acontecia naquela casa repleta de gente idiota em busca de uma fama efêmera, sustentada por corpos sarados e conteúdo zero. Trabalhei na Comlurb por quase um ano e na mesa ao lado da minha ficavam umas inúteis conversando sobre a briga do Diego Alemão com o fulano, ou discutiam se o psicólogo Marcelo era homossexual mesmo ou heterossexual enrustido,... Nossa Senhora, como aquele culto ao vazio me incomodava.

Certamente você já ouviu que nada é tão ruim que não possa piorar. Aqui nos Estados Unidos alguns reality shows conseguem superar negativamente o BBB. Outro dia vi um cujo objetivo do participante, um cara com seus 20 anos, era conquistar uma menina da mesma idade, enquanto o ex-namorado dela assistia tudo numa televisão ao lado dos pais da garota. O aspirante a Don Juan levou a mocinha para um salão de beleza para pintar as unhas dos pés dela de roxo (!?!?!?!?!?!?!). Outro reallity show mostra a preparação da festa de 15 anos de patricinhas milionárias. Existe também um programa em que cerca de 18 mulheres tentam conquistar um famoso rapper. Um lixo pior do que o outro. A TV a cabo aqui oferece mais de cem canais, mas é tanta merda que eu não tenho paciência para procurar algo de bom.

Sempre fui viciado em televisão, mas na contramão do IBOPE. Não suporto novelas. E os programas dominicais do Brasil são um incentivo ao suicídio. Durante a minha vida escolar (não guardo a menor saudade da escola) a música da vinheta do Fantástico me deixava deprimido em poucos segundos, já que me lembrava que no dia seguinte eu ia ter que acordar as 6:20 da manhã para estudar química, física, biologia,... Péssimos exemplos não faltam. Mesmo assim, eu arrumava um jeito de passar horas assistindo algo interessante ou só trocando de canal sem parar em nenhum, em busca de alguma coisa boa para assistir. Isso me tomou muito tempo da vida e rendeu diversos atrasos, já que TV dá uma baita preguiça.

A péssima qualidade da programação da TV americana é integralmente responsável pelo meu desapego a tal mídia. Me tornei mais um dos viciados em youtube. Através dele tenho acesso a pérolas da televisão brasileira que o tempo deixou para trás, devido a guerra incentivada pelo IBOPE, que tem como vencedores os Big Brothers da vida. Nele, eu posso fazer a minha própria grade de programação, além disso tenho me mantido razoavelmente interado com relação ao que há de bom na televisão brasileira.

Hoje a internet permite que qualquer pessoa possa propagar seus pensamentos, oferece um amplo espaço para que artistas divulguem seus trabalhos e, acima de tudo, informa e entretêm como nenhuma outra mídia faz. Jogue a sua TV no lixo!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu não arrotei!

Foi só eu me levantar para sentir, mais uma vez, aquela sensação. Como bolhas em uma piscina, aquilo veio subindo, passando pelo estômago, esôfago, laringe, e, finalmente, saindo pela minha boca como o vapor quente sai de uma panela de pressão. O nome deste fenômeno é: refluxo, um problema gástrico manifestado pelo meu corpo. Não sei o que ocasiona isso, só sei que, ás vezes, estou comendo e, involuntariamente, aquele ar começa a subir novamente. O alimento, então, tem que romper aquela barreira e eu, infelizmente, arroto. Não é bem um arroto, há algo de diferente neste processo, nele o ar sai como bolhas em um copo de refrigerante. A sensação é de alívio mas, quando estou acompanhado, fico constrangido. Tento disfarçar, porém, o barulho é inevitável, fecho a boca e, ainda assim, aquele som abafado é percebido pelos que se encontram mais próximos de mim. Como explicar? Todos pensam que aquilo foi um arroto. Sendo assim, só me resta se desculpar!